Nesta quarta-feira, 07 de setembro, dia da Independência do Brasil, o Santuário Nacional recebeu a Romaria das Trabalhadoras e Trabalhadores, que completou 35 anos e do Grito das Excluídas e dos Excluídos, que fez 28 anos.
A Santa Missa das 9h, no Altar Central, foi presidida pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes. A procissão de entrada contou com 7 representantes, um segurou a imagem de Nossa Senhora e as demais representaram os trabalhadores e estudantes brasileiros. Leia MaisO que é o Grito dos Excluídos e o que propõe?
Esse momento com a presença de romeiros e romeiras participantes do Movimento do Grito dos Excluídos é realizada todos os anos. O tema escolhido para a reflexão da Romaria dos Trabalhadores foi “Mãe Negra Aparecida, rezamos e lutamos em defesa da vida" e do Grito dos Excluídos: "Brasil- 200 anos de (in)dependência: para quem?"
Ari Alberti, membro da pastoral dos migrantes e coordenador nacional do Grito dos Excluídos contou ao A12 que o movimento começou sua trajetória com o lema a vida em primeiro lugar.
“O Grito nasceu com esse objetivo de não centralizar as atividades, por isso hoje, 07 de setembro, nós temos nos 26 estados brasileiros atividades acontecendo em torno dos 200 anos da independência”.
Para Ari, o tema da romaria e as atividades promovidas pelo movimento neste dia têm como objetivo ajudar as pessoas a questionarem a independência e fazer com que movimentos e instituições reflitam a história do nosso país.
Durante a homilia, Dom Orlando Brandes, afirmou que Maria foi aquela que ao pé da cruz escutou o grito do excluído.
“Jesus emprestou seu grito para todos os crucificados e tanto a romaria dos trabalhadores como a do grito dos excluídos escolheram algo tão bonito “A vida em primeiro lugar”. Na oração da salve rainha nós dizemos ‘ó maria vida, doçura, esperança nossa salve’, se alguém é interessado na vida é Maria, é Jesus".
Acerca do Evangelho das Bem-Aventuranças (Lc 6, 20 - 26), Dom Orlando disse, que podemos ver no texto os pilares do “reino da vida”: da vida ecológica, da vida uterina, da vida humana, da vida cristã, e principalmente da vida eterna.
“ A vida passa, todas as coisas passam. Estamos nessa pátria esperando a pátria definitiva e é por meio da caridade, da justiça que entraremos nessa pátria definitiva... [Por isso] São Lucas nos diz para não vivermos iludidos com as coisas materiais, o sucesso, a fama”, comentou.
Devoção Mariana
Para Dom Orlando, neste Dia da Pátria, no qual comemoramos 200 anos da Independência, Nossa Senhora está feliz por ser rainha e padroeira do Brasil.
"Sua imagem pequenina está pedindo, que não sejamos poderosos, orgulhosos, porque ela rezou assim 'os famintos serão saciados'. Ela sabe o que é vida e dar a vida. Maria não exclui ninguém, atende a todos, com preferência o filho carente, doente, como fazem todas as mães. Nós precisamos também nos decidir pelos mais pequeninos... Essa devoção contribui para um Brasil melhor e uma pátria onde acontece o Reino de Deus", disse.
O Portal A12 produziu o documentário " A Igreja nos 200 anos de independência", que mostra a relação da Igreja com a nossa história. Confira:
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