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Setembro Amarelo: sejamos amor na vida do próximo

Neste ano, a campanha reforça a importância da escuta acolhedora como forma de presença e apoio a quem enfrenta sofrimento emocional. Leia mais!

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Escrito por Isabela Araujo - Editado por Vitória Victal

12 SET 2022 - 10H26 (Atualizada em 09 SET 2026 - 14H57)

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Desde 2015, a campanha Setembro Amarelo existe no Brasil, com o objetivo de conscientizar sobre o suicídio, bem como evitar que o mesmo aconteça.

Neste ano, a campanha tem como lema “Escutar é estar presente". O objetivo é oferecer uma escuta acolhedora como primeiro passo para que alguém em sofrimento emocional encontre apoio e não enfrente esse momento sozinho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. A estimativa mais recente da organização aponta para 727 mil mortes por suicídio em 2021.

Já no Brasil, os dados oficiais são registrados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Como as estatísticas consolidadas de mortalidade são divulgadas com defasagem, ainda não há um número oficial fechado de casos referentes a 2026. 

Shutterstock/ Farknot Architect
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Para o psicanalista René Dentz, o mês, bem como a data do dia 10 de setembro em que é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, são importantes para conscientizar a sociedade sobre o tema que é tão urgente e também para ajudar quem tem o pensamento suicida, para que saiba lidar melhor com a situação.

Já o Padre Ferdinando Mancílio, C.Ss.R., explica a visão da Igreja, que não é voltada diretamente para o suicídio, mas sim para o dom da vida:

“[...] o que está em primeiro lugar é a vida, e São João Paulo II veio nos lembrar que a vida é o valor ético por excelência e está acima de qualquer outro valor ético. Precisamos compreender essa expressão tão bela de João Paulo II: “a vida está em primeiro lugar”. Portanto, a visão da Igreja é a favor da vida”, diz o Padre.

Para ambos, diferente do que muitos imaginam, a pessoa que comete suicídio não quer morrer ou não tem amor à vida, mas quer dar um fim à sua dor:

“A pessoa que, infelizmente, comete o suicídio, primeiro, eu acho que ela não despreza a vida; ela está querendo, digamos, matar algo dentro dela que a incomoda [...] a Igreja tem para com essas pessoas a misericórdia de Cristo e Cristo, mais do que eu e você, sabe compreender muito bem o que é que está se passando ali dentro daquela criatura.[...] Cristo tem uma misericórdia tão grande para com eles, porque o próprio Cristo sabe compreender a realidade da vida desses nossos irmãos e irmãs”, afirma o Missionário Redentorista.

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Diante dessa situação, é importante que, como sociedade, todos saibam qual a melhor forma de ajudar quem tem tais pensamentos. Entretanto, René explica que nem sempre é algo visível, porque muitas vezes o pensamento da pessoa vem de uma depressão canalizada, que camufla seus sentimentos por meio de alguns comportamentos, como vício e compulsão, por exemplo.

O psicanalista aproveita para deixar um alerta sobre como os casos de suicídio têm sido divulgados, pois muitas vezes contam como a pessoa se feriu. Com o avanço das redes sociais e a facilidade de leitura e recebimento de notícias, tal ação se torna ainda mais grave.

Evidente que não é fácil a pessoa tirar a própria vida; é um ato de muito desespero. Então, se ela sabe como, é muito mais provável que aconteça. As plataformas, as pessoas também que publicam, devem ter essa consciência de não divulgar temas ou, quando abordar esse tema, que seja de forma responsável, mais no sentido da prevenção”, alerta René.

É importante, então, que todos tenham consciência dessa realidade e, dentro do possível, estendam a mão e ajudem quem precisa. Indicar a pessoa a um profissional capacitado e ser fonte de amor e fé em sua vida são passos importantes e essenciais. Como disse o Padre Ferdinando em entrevista: “É hora de sermos da paz, e é da paz quem abraça o irmão que está em dificuldade.”

Nunca é tarde, nunca tudo está perdido, sempre há como mudar uma situação.

“[...] toda situação de depressão, de transtorno, de ansiedade, de situações traumáticas quaisquer, tem condições de mudança. O ser humano pode mudar, só que, claro, às vezes precisa de ajuda para isso. Nós somos vulneráveis, não conseguimos sair de situações sozinhos, precisamos de ajuda! [...] Não é necessário que ninguém tire a própria vida! Todos podem encontrar a sua cura e a elaboração dos seus traumas” - René Dentz.

O que a Igreja diz?

O Papa Leão XIV convida os fiéis a apoiarem e acolherem quem enfrenta este desespero. Em um vídeo divulgado pela intenção de oração, por meio da Rede Mundial de Oração do Papao Pontífice pede que encontrem “apoio, cuidado e amor em suas comunidades” e que “se abram à beleza da vida”.

Assista abaixo ao vídeo completo:

A vida é a melhor escolha!

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Fonte: Setembro Amarelo, World Health Organization, Sistema de Informações sobre Mortalidade

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