Foi noticiado em dias passados a realização de um assassinato na celebração de um batizado numa Igreja em São Paulo. O crime de origem passional, revela a falta de limites da violência atual, que desconhece lugares sagrados e a própria ritualidade sacramental do batismo, para se manifestar em sua total letalidade e virulência.
Foto de: reprodução.

"Quando se vive sem Deus ou como se Ele não
existisse na prática, cada um se torna juiz e
medida da sociedade e do mundo".
Quando não existe mais o sábio temor e respeito a Deus, não nos surpreende que as leis mais corriqueiras da convivência sejam ignoradas, deixando espaço para a crueldade e a retaliação. Já dizia Alioscha um personagem do Romance "Os irmãos Karamazov" de Fedor Dostoieski: "Se Deus não existisse tudo estaria permitido".
Quando se vive sem Deus ou como se Ele não existisse na prática, cada um se torna juiz e medida da sociedade e do mundo, fazendo justiça e tirando vidas com suas próprias mãos. Urge a formação e a sanação das consciências, afirmar uma ética comum para a convivência social centrada na dignidade e sacralidade da vida e da pessoa humana. É necessário dar um basta na violência e na indiferença, pois a desordem moral está tomando conta das ruas, e ninguém mais pode se sentir seguro. A paz começa com o reconhecimento do senhorio de Deus, na obediência a seus mandamentos, no amor ao próximo, que nos leva a construir vínculos de fraternidade e tolerância. A verdadeira segurança nasce da união e solidariedade do corpo social, da defesa de valores permanentes, da renúncia a prática do mal e da divisão.
"A verdadeira segurança nasce da união e solidariedade do corpo social, da defesa de valores permanentes, da renúncia a prática do mal e da divisão".
Nenhuma cidade e democracia podem subsistir sem valores que gerem consenso, responsabilidade, civismo e preocupação pelo outro. A desagregação do individualismo egoísta que só defende interesses e conveniências, só trás violência e miséria para o tecido social. Detrás da criminalidade e do esboroamento social estão sem dúvida o secularismo e o materialismo que sufocam as almas, condenando-as ao mais árido vazio e deserto espiritual.
O desespero e a falta de coordenadas morais, são o melhor caldo de cultivo para a violência desenfreada que só pode ser vencida pelo amor e a misericórdia divinas, a única luz e esperança, que nos devolve a paz tão desejada. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo de Campos (RJ)
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