É uma grande alegria para toda a Igreja, mas especialmente para a Igreja no Brasil que vejamos a canonização do Beato, agora Santo, José de Anchieta, o “apóstolo do Brasil” como é chamado.
Sua vida e obras de evangelização no Brasil trazem à mente uma passagem de Isaias que diz: “Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade, que traz as boas novas e anuncia a libertação, que diz a Sião: Teu Deus reina!” (Is 52, 7).
José de Anchieta: consagrado para anunciar a felicidade, a salvação que vem de Deus
Efetivamente que benção é para nós a vida daqueles que se consagraram para anunciar a felicidade, a salvação que vem de Deus. Ao olhar para trás, para todos que se esforçaram para trazer o tão apreciado dom da fé às nossas terras brasileiras surge espontaneamente no interior elevar uma oração de ação de graças por sua valentia, bravura e entrega generosa de suas vidas para fazer-nos parte da família de Deus, porque não existe dom maior que o dom de fazer parte dessa família.
Por isso hoje é um dia especial para agradecer a esse Santo das Ilhas Canárias, na Espanha. Ele nasceu dia 19 de Março de 1534. Viveu com os pais até a idade de 14 anos, quando foi para Coimbra, em Portugal, para estudar filosofia. Em 1551, com 17 anos, entrou para a recém fundada Companhia de Jesus (Fundada em 1534 por Santo Inácio de Loyola), chamados Jesuítas, a mesma comunidade do nosso atual Papa Francisco.
Ele adquiriu uma doença na coluna que o debilitou pelo resto da sua vida, mas sabendo do clima ameno do Brasil, bom para restabelecer sua saúde, pede para vir em missão a estas terras. Em 1563 vai ao que hoje é Ubatuba, com a difícil missão de pacificar os Tamoios. Depois de ter passado por altos e baixos, sendo admirado e até condenado a morte junto aos índios, ele consegue a paz.
Foi ordenado sacerdote em 1567, aos 30 anos. Depois o nomearam Provincial do Brasil, cargo mais alto da Companhia de Jesus. Assim viajou por toda a colônia, orientando o trabalho da comunidade no Brasil. Contribuiu muito para a formação de nossa identidade cultural, estabeleceu por meio de princípios evangélicos, as bases para um diálogo fecundo com os indígenas e estruturou o Colégio de São Paulo, onde se iniciou a atual megalópole.
José de Anchieta se destacou também por sua produção literária. É dele a primeira gramática Tupi, que contribuiu muito para a unidade linguística do Brasil. Compôs muitas cartas que descrevem a vida inicial e primitiva do Brasil.

O escritor Ronald de Carvalho diz: “Nada mais justo, pois, do que incluir, não só em nossa história geral, mas ainda na literária, o nome de um sacerdote como José de Anchieta, credor por muitos motivos de estima e admiração de todos quantos habitamos este pedaço de solo americano, que ele regou com lágrimas e ilustrou com os seus exemplos de cordura e destemo.”
Ele morreu no dia 9 de Junho de 1597. O cortejo fúnebre foi acompanhado por mais de 3.000 índios, num percurso de 90 quilômetros.
O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo diz:
“Deus nos oferece uma ocasião singular para o testemunho eloquente do Evangelho do Reino e da ação amorosa de Deus junto de seu povo na cidade. Ao mesmo tempo, a Providência nos convida a renovar-nos na dimensão missionária e da caridade pastoral, olhando para São José de Anchieta. Peçamos a intercessão de São José de Anchieta para que em nossas vidas possamos guardar o dom da fé que recebemos e fazê-lo crescer servindo aos demais como missionários, para que cada um de nós sejamos também apóstolos do Brasil.”
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