Por Redação A12 Em Santo Padre

A indiferença e a hostilidade impedem de reconhecer Jesus no irmão, diz Papa

O Papa salientou na catequese desta quarta-feira (15), no Vaticano, que uma sociedade indiferente ao sofrimento dos outros é uma sociedade “cega”.

"A indiferença e a hostilidade tornam cegos e surdos, impedem de ver os irmãos e não permitem reconhecer neles o Senhor”, enfatizou Francisco. 

 

A catequese foi centrada na passagem bíblica do cego que, à beira da estrada, pede a ajuda de Cristo que passa. 

“A figura deste cego representa tantas pessoas que, também hoje, se encontram marginalizadas por causa de um problema físico e ou de outro gênero”, lembrou o Papa. Na beira da estrada, o cego é apartado e reprovado pela multidão, porque clama por Jesus. “Não sentem compaixão por ele; pelo contrário, se sentem incomodados com seus gritos", acrescenta o pontífice. 

Diferentemente da multidão, o cego vê com os olhos da fé. Graças a ela, a sua súplica tem uma eficácia poderosa. Por isso, Jesus tira o cego da margem da estrada e o coloca no centro da atenção dos seus discípulos e da multidão e obriga todos a se conscientizarem de que a boa nova implica colocar no centro do próprio caminho quem está excluído.

 

"Quantas vezes vemos essas pessoas ao longo do nosso caminho e nos sentimos incomodados?", indaga Francisco.

“A passagem do Senhor é um encontro de misericórdia que reúne todos em volta Dele para permitir reconhecer quem necessita de ajuda e de consolação”, disse ainda o Papa.

Na sua reflexão, Francisco lembrou dramas como a pobreza e a doença, também a situação dos refugiados e deslocados, que muitas vezes não provocam mais do que um sentimento de “incômodo”.

“Quantas vezes vemos essas pessoas ao longo do nosso caminho e nos sentimos incomodados? É uma tentação, todos passamos por ela, mesmo eu”, afirmou o Papa.

Como Cristo é sinal de “misericórdia” para com aqueles que cruzam o seu caminho, também o cristão devem saber ser sinal e exemplo de misericórdia para a sociedade atual, acrescentou. 

Na audiência pública com o Papa estiveram peregrinos vindos da Síria, um dos países que mais tem sofrido com a guerra, que já provocou milhares de mortos e atirou milhões para a condição de refugiados e deslocados.

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