Para o mês de março, o Santo Padre convidou os fiéis a rezar pela paz e pelo desarmamento. A intenção de oração foi divulgada nesta quinta-feira (5) em uma mensagem em vídeo, publicada pela Rede Mundial de Oração.
A proposta surge em meio ao cenário internacional saturado por guerras, tensões políticas e aumento dos gastos militares. Na mensagem, o Pontífice retoma as palavras que marcaram o início do seu pontificado: “A paz esteja convosco”. O lema tornou-se um apelo constante à reconciliação entre os povos.
Por meio da iniciativa “Reza com o Papa”, Leão XIV incentiva a Igreja e todas as pessoas de boa vontade a escolher caminhos de diálogo, diplomacia e fraternidade.
“Hoje, elevamos a nossa súplica pela paz no mundo, pedindo que as nações renunciem às armas e escolham o caminho do diálogo e da diplomacia.”
Segundo o Papa, a paz começa no interior de cada pessoa. Por isso, abandonar sentimentos que alimentam conflitos são algumas das ações a serem refletidas pelos fiéis.
O Pontífice pede que os cristãos desarmem “os corações do ódio, do rancor e da indiferença, para que possamos ser instrumentos de reconciliação”.
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Na oração apresentada no vídeo, o Papa também recorda que a verdadeira segurança não nasce da lógica do medo.
“Ajuda-nos a compreender que a verdadeira segurança não nasce do controle que alimenta o medo, mas da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos.”
O pedido se dirige de forma especial aos líderes políticos. O Pontífice pede coragem para abandonar projetos que ampliam conflitos e incentivam a corrida armamentista.
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Em sua mensagem, ele também expressa preocupação com a ameaça nuclear, que continua a influenciar o futuro da humanidade.
“Espírito Santo, faz de nós construtores fiéis e criativos de paz quotidiana: no nosso coração, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e nas nossas cidades. Que cada palavra amável, cada gesto de reconciliação e cada decisão de diálogo sejam sementes de um mundo novo.”
O apelo do Papa acontece em um contexto de aumento global dos investimentos em armamentos. Dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) indicam que as despesas militares mundiais cresceram pelo décimo ano consecutivo em 2024.
O total chegou a 2,7 trilhões de dólares, impulsionado por conflitos como a guerra entre Rússia e Ucrânia e outras tensões geopolíticas.
O aumento foi de 9,4% em relação ao ano anterior, o maior nível já registrado pelo instituto. Como consequência, os gastos militares passaram a representar 2,5% do Produto Interno Bruto mundial.
Nos países diretamente envolvidos em guerras ou conflitos intensos, a média chegou a 4,4% do PIB, enquanto nas nações sem confrontos armados o índice ficou em 1,9%.
Os números evidenciam o contraste entre o investimento em armamentos e as necessidades urgentes de desenvolvimento humano, assistência social e promoção da paz.
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A oração pela paz ocupa lugar central no magistério recente da Igreja. O Papa Francisco já dedicou intenções mensais à promoção da paz e à construção de uma cultura de não violência.
Desde o início de seu pontificado, Leão XIV reforçou essa mesma prioridade. Na primeira bênção Urbi et Orbi, ele falou de uma paz “desarmada e desarmante”. A mensagem também voltou a aparecer em seu pronunciamento para o Dia Mundial da Paz de 2026.
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Fonte: Vatican News
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