“Bento, fiel amigo do Esposo, que a sua alegria seja perfeita escutando definitivamente e para sempre a sua voz”, foram as palavras do Papa Francisco ao encerrar a homilia da Missa Exequial do Papa emérito, celebrada nesta quinta-feira (05) às 5H30 (horário de Brasília), na cidade de Roma.
Cerca de 50 mil pessoas se reuniram para acompanhar o funeral de Bento XVI, entre elas inúmeras autoridades e chefes de Estado. A celebração foi concelebrada por mais 120 cardeais, 400 bispos e quase 4 mil sacerdotes, além do cardeal-decano, Giovanni Battista Re. Leia Mais "Bento XVI - O Papa da Coragem" é o tema do Arquivo A desta quintaPapa Francisco sobre Bento XVI: “grande mestre de catequese”
O caixão simples feito de madeira foi posicionado em frente ao altar, sobre ele estava apoiado o Evangeliário aberto. Ao ser colocado no chão, Dom Georg Gänswein, então secretário particular de Bento, beijou-o. O funeral adotou o protocolo de um Papa reinante, embora houve algumas modificações.

Na homilia, Francisco manteve sua reflexão a partir do versículo do Evangelho de Lucas 23,46 “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” . Recordou assim as últimas palavras que Jesus pronunciou na cruz e que caracterizou a Sua entrega nas mãos do Pai.
“.. O Senhor deixou-se sim zelar pela vontade do Pai carregando aos ombros todas as consequências e dificuldades do Evangelho até o ponto de ver suas mãos chagadas por amor.
[...] Pai em tuas mãos eu entrego o meu espirito é o programa e o convite de vida que inspira. Pretende modelar como um oleiro o coração do pastor até que palpite nele os mesmos sentimentos de Cristo Jesus [...]”, afirmou o pontífice.
Francisco explicou também acerca do significado de apascentar, que quer dizer amar e, amar é estar pronto para sofrer.
“Amar significa dar às ovelhas o verdadeiro bem, o alimento da verdade de Deus, da palavra de Deus, o alimento da Sua presença. [...]
[A partir] do testemunho fecundo daqueles que como Maria permanecem de muitos modos aos pés da cruz, naquela paz dolorosa, mas robusta, que não agride nem escraviza. Que na esperança obstinada, mas paciente de que o Senhor há de cumprir a promessa feita aos nossos pais e a sua descendência para sempre.
Também nós firmemente unidos as últimas palavras do Senhor e ao testemunho que marcou a Sua vida queremos como comunidade eclesial seguir as suas pegadas e confiar o nosso irmão as mãos do Pai.
Que essas mãos misericordiosas encontrem a sua lâmpada acessa com o azeite do Evangelho, que ele difundiu e testemunhou durante a sua vida [...]
Queremos dizer juntos: Pai nas suas mãos entregamos o seu espírito", concluiu.
Fonte: Vatican News
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