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Santo Padre

O que o Papa Leão XIV pede aos padres hoje?

O Papa apresenta orientações práticas aos padres sobre como orientar jovens, usar a internet, ter fraternidade e missão na Igreja hoje. Veja os pontos centrais.

Escrito por Redação A12

23 FEV 2026 - 15H17

José Eduardo Castro/ A12

O Papa ofereceu orientações que servem como referência permanente para o ministério sacerdotal. Em diálogo com presbíteros em Roma, ele abordou temas centrais da vida pastoral: juventude, fraternidade, oração, tecnologia, eutanásia e cuidado com os idosos. 

As respostas formam um guia prático para padres em qualquer tempo e lugar:

1. Esteja próximo dos jovens

O primeiro passo é conhecer a realidade dos jovens. Muitos vêm de famílias que passam por crises profundas. Há situações de abandono, separações e ausência de referências.

O sacerdote deve “conhecer a sua realidade”: “estar perto nesse sentido, acompanhá-los, mas não ser apenas mais um entre os jovens”.

Proximidade não significa perder a identidade. O padre é chamado a oferecer testemunho e sua vida deve indicar um caminho possível.

É preciso também sair ao encontro. Não basta esperar os jovens que já frequentam a paróquia. Iniciativas com esporte, arte e cultura podem abrir portas. O objetivo é criar experiências reais de amizade e comunhão.

O Papa chama atenção para o isolamento crescente. Muitos jovens vivem conectados, mas sozinhos. Falta contato humano. A evangelização começa ao oferecer relações verdadeiras e, a partir delas, apresentar Jesus Cristo.

Foto de Igor Rodrigues na Unsplash Foto de Igor Rodrigues na Unsplash

2. Conheça profundamente a comunidade

A ação pastoral exige atenção e dedicação no contato com a vida do povo. O Papa orienta: é fundamental “conhecer verdadeiramente a comunidade onde sou chamado a servir”.

Cada lugar tem desafios próprios, pois a cultura muda e as necessidades se transformam. O sacerdote precisa escutar, observar e compreender antes de propor caminhos.

3. Não terceirize a homilia à tecnologia

Sobre o uso da tecnologia, o Papa faz uma advertência: existe a “tentação de preparar as homilias com Inteligência Artificial”.

Ele explica: “como todos os músculos do corpo, se não os usamos, se não os movemos, eles morrem, o cérebro precisa ser usado, então também nossa inteligência precisa ser exercitada um pouco para não perder essa capacidade”.

A homilia é partilha de fé, é fruto da oração e da experiência pessoal com Cristo. Por isso, “fazer uma verdadeira homilia é compartilhar a fé” e a IA “nunca será capaz de compartilhar a fé”.

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4. Cuidado com as armadilhas da internet

O Papa alerta para a busca de protagonismo nas redes sociais. A lógica dos seguidores e curtidas pode desviar o foco da missão.

Se não estamos transmitindo a mensagem de Jesus Cristo, talvez estejamos errando, e também precisamos refletir muito bem com muita humildade para ver quem somos e o que estamos fazendo”.

O centro é Cristo. A presença digital deve servir ao anúncio do Evangelho. Para isso, é indispensável uma vida de oração que não seja apenas para cumprir obrigações. É preciso reservar tempo de qualidade para estar com o Senhor.

5. Combata a inveja com fraternidade

Entre os desafios internos do clero, o Papa menciona “uma das pandemias do clero em nível universal”, a “inveja clericalis”.

Comparações e disputas enfraquecem a comunhão. A alternativa é cultivar amizade sincera entre os sacerdotes.

Como isso é possível? Rezar juntos, estudar juntos, partilhar alegrias e dificuldades, criar momentos de convivência e tomar a iniciativa de procurar o outro. A fraternidade protege contra o isolamento e fortalece o ministério.

6. Estude sempre

O estudo não termina no seminário. O Papa considera preocupante quando um padre abandona os livros após a ordenação.

A formação permanente ajuda a responder aos desafios culturais e a aprofundar a fé. Ler, pesquisar e refletir fazem parte da missão.

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7. Testemunhe o valor da vida

Ao abordar o fim da vida, o Papa recorda que o sacerdote deve ser sinal de esperança. “Devemos ser os primeiros testemunhos de que a vida tem um valor imenso”.

Isso inclui visitar idosos e doentes, levar a comunhão e administrar a unção dos enfermos. A proximidade pastoral não pode ser substituída por comodidade.

Mesmo o padre enfermo continua servindo, pois a oração é missão. A vida mantém sentido em todas as fases.

add_box Gostou? Envie essa cartilha para o padre de sua paróquia para que ele ponha em prática!

Fonte: Vatican News

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