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Santo Padre

Papa: "Cristo ressuscitado vence a tristeza do coração"

Escrito por Redação A12

22 OUT 2025 - 09H04 (Atualizada em 22 OUT 2025 - 16H52)

Vatican Media

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22), o Papa Leão XIV refletiu sobre os discípulos de Emaús, recordando que Cristo caminha ao lado de cada um, e faz questão de iluminar até os caminhos mais escuros do coração.

Reconhecer a Ressurreição significa mudar a nossa perspectiva sobre o mundo: regressar à luz para reconhecer a Verdade que nos salvou e salva”, afirmou o Papa.

Diante de milhares de fiéis na Praça São Pedro, o Pontífice destacou que a Ressurreição de Cristo é uma realidade que nunca deixa de surpreender.

“Foi uma explosão de vida e alegria que mudou o significado de toda a realidade, de negativo para positivo”, explicou.

Leão XIV convidou todos a contemplar a força dessa transformação, que é capaz de renovar até as situações mais sombrias da vida humana.

A tristeza, doença do nosso tempo

O Papa identificou a tristeza como um dos maiores males da atualidade.

“A ressurreição de Cristo pode curar uma das doenças do nosso tempo: a tristeza”, afirmou.

Segundo ele, essa dor interior “é um sentimento de precariedade, por vezes de profundo desespero, que invade o espaço interior e parece prevalecer sobre qualquer onda de alegria”.

Essa tristeza, observou o Papa, rouba o sentido da vida e transforma a existência “numa viagem sem direção nem propósito”.

O caminho de Emaús e o reencontro com a esperança

Leão XIV lembrou o episódio dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-29) como um retrato da tristeza humana. Desencantados e sem rumo, os dois deixam Jerusalém, carregando o peso da desilusão.

“A esperança desapareceu, a desolação tomou conta do coração”, descreveu o Papa.

Mas é nesse momento que Jesus ressuscitado se aproxima. Ele escuta, consola e os ajuda a redescobrir, nas Escrituras, o verdadeiro sentido da paixão e da glória.

“A tristeza cobre-lhes os olhares”, comentou o Papa, “mas o gesto de partir o pão reabre os olhos do coração”.

Quando o reconhecem, os discípulos voltam a sentir a alegria que reacende a esperança.

“A energia volta a fluir, e as suas memórias regressam à gratidão.”

Cheios de entusiasmo, eles retornam a Jerusalém para anunciar: “Realmente o Senhor ressuscitou!”.

Robert Zund - Wikimedia Commons Robert Zund - Wikimedia Commons


:: Lide com a dor pelo exemplo dos discípulos de Emaús

A vitória da vida é real

Leão XIV destacou que a Ressurreição não é uma ideia simbólica, mas uma realidade viva.

Jesus não ressuscitou em palavras, mas em atos, com o seu corpo que traz as marcas da paixão, o selo eterno do seu amor por nós.”

Para o Papa, essa vitória da vida é concreta:

“Que a alegria inesperada dos discípulos de Emaús seja para nós um doce aviso quando a viagem se tornar difícil. É o Ressuscitado que muda radicalmente a nossa perspectiva, infundindo a esperança que preenche o vazio da tristeza.”

Ao encerrar, Leão XIV deixou um convite:

“Permaneçamos vigilantes todos os dias, no encanto da Páscoa de Jesus ressuscitado. Só Ele torna possível o impossível.

Fonte: Vatican News

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