Neste Quarto Domingo da Quaresma (15), o Papa Leão XIV rezou o Angelus junto aos 20 mil fiéis que o acompanhavam na Praça de São Pedro.
Na alocução que precedeu a tradicional oração mariana, o Santo Padre recordou que é preciso permanecer confiantes em Deus, com uma fé vigilante para olhar atentamente aos que precisam e manter a luz do Evangelho acesa em nossos corações.
“Hoje, em particular, face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária uma fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, a justiça e a solidariedade.”
Ao refletir sobre o Evangelho deste Domingo da Alegria, que narra a cura de um homem cego de nascença, vemos que, em meio às trevas do mundo, Deus enviou seu filho como sinal de luz no mundo. O Santo Padre explicou que essa luz iluminou não só naquele tempo, mas continua a brilhar também nos dias de hoje.
“Realmente, todos podemos dizer que somos ‘cegos de nascença’, pois não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a nós próprios, aos outros e a Deus na verdade.”
O Papa Leão XIV falou ainda sobre a ideia que muitos difundiram de que “a fé é um salto no escuro”, mantendo uma concepção de que ter fé é acreditar cegamente, e ressaltou que o Evangelho nos diz ao contrário.
“O Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insistência ao cego curado: ‘Como foi que os teus olhos se abriram?’; e ainda: ‘Como é que te pôs a ver?’”.
O Santo Padre afirmou que somos chamados a “viver um cristianismo de olhos abertos”, explicando que a fé não é um ato cego, uma renúncia da razão, mas sim a certeza do agir de Deus.
“A fé ajuda-nos a olhar a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos, é uma participação no seu modo de ver e, por isso, pede-nos que ‘abramos os olhos’, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo.”
Ao fim de sua reflexão, exortou:
“Peçamos à Virgem Maria, que interceda por nós, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso coração e possamos dar testemunho d’Ele com simplicidade e coragem.”
:: Acompanhe o pontificado do Papa Leão XIV, acessando A12.com/santopadre
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