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Santo Padre

Papa encerra seus compromissos na Turquia e segue para o Líbano

Saiba como foram seus últimos compromissos antes de seguir viagem

Escrito por Redação A12

30 NOV 2025 - 11H23 (Atualizada em 01 DEZ 2025 - 08H40)

Vatican Media / Reprodução

Neste domingo (30), Papa Leão XIV cumpriu a agenda do seu quarto dia de viagem apostólica na Turquia para então seguir para seus compromissos no Líbano.

Antes de partir, o Pontífice fez uma visita de oração à Catedral Armênia Apostólica em Istambul, uma das quatro sedes históricas da Igreja Armênica e um dos centros religiosos mais antigos e importantes para a comunidade no país.

A Igreja é representada pelo Patriarca Sahak II Masalyan, que responde à autoridade espiritual máxima, Karekin II, em Etchmiadzin, na Armênia.

Em seu discurso ao Papa Leão XIV, Sahak II destacou a honra e a bênção que foi a passagem do Santo Padre no país, recordando o “significado extraordinário” da visita do Papa, para celebrar os 1700 anos do I Concílio de Niceia, uma data sagrada, sobretudo para a Igreja dos Armênios.

“Portanto, hoje o recebemos não apenas como um hóspede de honra, mas também como irmão e companheiro guardião da fé nicena”.

E agradeceu: “Na sua pessoa, Santidade, honramos tanto a paternidade pastoral que o senhor oferece aos católicos quanto o testemunho universal que o papado oferece ao mundo (...) Em meio à migração e números em declínio dos cristãos no Oriente Médio, a unidade é essencial, porque a divisão dos cristãos fere o Corpo de Cristo”.

Papa Leão XIV enfatizou a alegria em visitar o país e agradeceu a Deus “pelo corajoso testemunho cristão do povo armênio ao longo da história, muitas vezes em circunstâncias trágicas, e pelos laços fraternos cada vez mais estreitos”.

Ele ainda reafirmou o compromisso com a “total dedicação à sagrada causa da unidade dos cristãos”. E finalizou:

Somos precedidos e circundados por uma grande nuvem de testemunhas. Entre os santos da tradição armênia, gostaria de recordar o grande Catholicos e poeta do século XII, Nersés IV Shnorhali, cujo 850 anos de aniversário da morte comemoramos recentemente, e que trabalhou incansavelmente para reconciliar as Igrejas, a fim de cumprir a oração de Cristo: que ‘todos sejam um só’. Que o exemplo de São Nersés nos inspire e a sua oração nos fortaleça no caminho para a plena comunhão”.

Divina Liturgia

Papa Leão XIV também participou neste domingo da Divina Liturgia, acompanhando cada momento da liturgia bizantina; e destacou a importância da unidade entre as Igrejas. Em seu discurso, ele relembrou o valor espiritual da fé comum, os avanços no diálogo ecumênico e reafirmou o compromisso da Igreja Católica com a comunhão.

“A nossa peregrinação aos lugares ligados ao Primeiro Concílio Ecumênico chega hoje ao seu ponto culminante”.

O Pontífice finalizou:

“Desejo confirmar que, em continuidade com o que foi ensinado pelo Concílio Vaticano II e pelos meus Predecessores, perseguir a plena comunhão entre todos os que são batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, no respeito pelas legítimas diferenças, é uma das prioridades da Igreja Católica, em particular do meu ministério de Bispo de Roma, cujo papel específico a nível da Igreja universal consiste em estar ao serviço de todos para construir e preservar a comunhão e a unidade.”

Um convite ao Jubileu da Redenção de 2033

O Papa convidou todos os cristãos a realizarem juntos uma viagem espiritual, uma peregrinação rumo ao Jubileu da Redenção de 2033, na perspectiva de um retorno a Jerusalém, às origens da nossa fé.

Ele propôs que os cristãos celebrem juntos, no Cenáculo de Jerusalém, os dois mil anos da morte e ressurreição de Jesus e do nascimento da Igreja, convidando todos a voltar às origens da fé e ao coração do Evangelho.

O Santo Padre destacou que retornar a Jerusalém significa recordar o sacrifício do Gólgota, a Última Ceia e o Pentecostes, momentos fundadores que “transformaram discípulos desolados em missionários incansáveis”.

O Bispo de Roma sublinhou que é preciso deixar de lado rivalidades, tradições humanas e divisões para reencontrar a essência da mensagem cristã, pois “quanta necessidade de paz e reconciliação há ao nosso redor, e também em nós e entre nós!”.

Assim, o chamado é para que, como irmãos unidos, todos possam proclamar juntos: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”.

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