Papa Francisco lançou recentemente o livro “A fé é uma viagem”. No prefácio, ele compartilha reflexões sobre a peregrinação, o tema do Jubileu de 2025.
Publicado pela Livraria Editora Vaticana, o livro é uma coletânea das meditações do Pontífice para viajantes e peregrinos, trazendo uma perspectiva pessoal sobre como caminhar, física e espiritualmente, é essencial para o crescimento e a busca de Deus.

Francisco relembra suas próprias caminhadas quando era padre e bispo em Buenos Aires:
“Amava ir a pé aos vários bairros para visitar os confrades, sacerdotes, visitar uma comunidade religiosa ou conversar com amigos. Caminhar faz bem: nos coloca em relação com o que está acontecendo ao nosso redor… nos aproxima da vida dos outros.”
O Santo Padre define a fé como um constante movimento e inquietação. “É impossível dizer com Deus: ‘Está feito, está tudo bem, basta’”, reflete. Em sua visão, a caminhada nos leva a Deus e vai além ao impulsionar um relacionamento sempre renovado com Ele, que “é exatamente como a relação com a pessoa amada da nossa vida, ou entre amigos: nunca terminado, nunca dado como certo, nunca satisfeito”.
Sobre o Jubileu de 2025, Francisco aponta ser uma oportunidade para refletir sobre nossa fé como peregrinação. Para ele, o peregrino é movido por três palavras-chave: risco, esforço e meta.
Risco: O Papa lembra como as peregrinações de séculos atrás eram arriscadas e exigiam uma fé inabalável. “A fé de quem decidia partir era mais forte do que qualquer medo… nós também pedimos ao Senhor para ter uma pequena porção dessa fé,” diz ele, exaltando a coragem de quem se coloca a caminho, confiando em Deus como um bom Pai.
Esforço: Francisco enfatiza o sacrifício envolvido em cada passo da jornada: “Caminhar envolve o esforço de acordar cedo, preparar uma mochila com o essencial… e depois os pés que doem, a sede que se torna pungente.” No entanto, ele reconhece que esse esforço é recompensado com experiências únicas, como momentos de silêncio e interioridade que nossa vida agitada frequentemente dificulta.
Meta: Para o Papa, a caminhada tem um propósito definido. “Caminhar é ter uma meta, não estar à mercê do acaso: quem caminha tem uma direção, não gira em círculos, sabe para onde ir.” Ele compara essa meta à fidelidade a Deus, afirmando que “quem tem Deus no coração recebeu o dom de uma estrela polar para a qual seguir.”
Por fim, o Santo Padre diz que chegar ao destino não significa concluir a jornada espiritual: “Deus é exatamente assim: uma meta que nos empurra mais longe… com Deus nunca podemos dizer que alcançamos, a Deus nunca chegamos.” Esta busca eterna oferece a certeza de que Deus espera por nós com Sua graça e consolação, trazendo-nos uma alegria incomparável.
:: Qual a expectativa da Igreja para o Jubileu 2025?
Fonte: Vatican News
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