O Papa Francisco recebeu os frades Penitencieiros Menores Vaticanos Ordinários, cuja presença no serviço da reconciliação na Basílica Vaticana celebra 250 anos. Uma missão, junto a milhares de fiéis e peregrinos, para ser exercida através da “humildade, escuta e misericórdia”, aprofundou o Pontífice em discurso.
Sobre o primeiro aspecto da humildade, o Santo Padre recordou que “o tesouro da graça” pertence a Deus e, por isso, para ser um bom confessor, “sejamos 'os primeiros penitentes em busca de perdão'”. Para aprofundar o exercício da escuta, o Papa falou da importância de não apenas ouvir o que as pessoas falam, mas acolher as suas palavras “como dom de Deus para a própria conversão”:
“Ouvir, não questionar muito. Não ser psiquiatra, por favor: ouvir, ouvir sempre, com mansidão. E quando você vê que há um penitente que começa a ter um pouco de dificuldade, porque tem vergonha: “entendi”, não entendi nada, mas entendi; Deus entendeu e isso é importante. Um grande cardeal penitencieiro me ensinou isso: eu entendi, o Senhor entendeu. Mas, por favor, não ser psiquiatra, quanto menos falar, melhor: ouça, console e perdoe. Você está ali para perdoar!”
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Para fomentar a misericórdia, Francisco acrescentou que o confessor, além de ser misericordioso, deve estar próximo e ter compaixão sem ser um psiquiatra, insistiu. Como exemplo, contou sobre sua experiência com um confessor em Buenos Aires. Ele tem 96 anos e continua exercendo o ministério:
“Eu ia até ele. Ele perdoa tudo! [risos]. Certa vez, ele veio me dizer que tinha medo de perdoar demais. 'E o que o senhor faz?', eu disse a ele. 'Eu vou diante do Senhor: Senhor, me perdoa? Desculpe, perdoei demais! Mas tenha cuidado, foi o Senhor quem me deu um mau exemplo!' Perdoar sempre, tudo e sem questionar muitas coisas. E se eu não entender? Deus entende, você segue em frente! Que eles sintam misericórdia.”
Por fim, o Papa contou que o seu confessor faleceu há alguns meses, por isso: “Eu vou me confessar com vocês, em São Pedro. Façam bem!”, brincou. Após novamente agradecer pelo serviço “no coração da Igreja”, exortou todos a continuarem o ministério assim: “Com humildade, eu sou pior que você; com a escuta, e não tanto com perguntas; e com misericórdia. E por favor, não esqueçam de rezar por mim e toda vez que for até vocês me perdoem, claro!”.
Fonte: Vatican News
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