Sinodalidade

A vivência do discernimento eclesial nas comunidades

Saiba o que é o discernimento eclesial a partir da experiência das dioceses de São João da Boa Vista e São José dos Campos; e da Arquidiocese de Niterói (RJ).

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Escrito por Giovana Marques

27 JUL 2026 - 16H00 (Atualizada em 27 JUL 2026 - 16H16)

Reprodução/A12

A prática do discernimento eclesial é essencial para a vivência da sinodalidade, ou seja, para o caminhar juntos dos cristãos com Cristo na Igreja. Mas qual é o significado deste exercício e como as comunidades no Brasil estão atuando nesse processo da busca pelo discernimento?

A palavra discernimento significa a capacidade de julgar, entender e separar com clareza o que é certo do errado, verdadeiro do falso, e o bem do mal. Já o discernimento eclesial significa que todas as pessoas que fazem parte da Igreja — padres, religiosos e leigos — estão envolvidas nesse processo.

Como a Igreja Católica em todo o mundo está vivendo o período de implementação do Sínodo da Sinodalidade, o A12 conversou com representantes das dioceses de São João da Boa Vista (SP) e São José dos Campos (SP) e da arquidiocese de Niterói (RJ) para tornar visível essa dinâmica.

O Padre Douglas Fontes, membro da Equipe Nacional de Animação Sinodal e pároco na Arquidiocese de Niterói (RJ), explicou que, sem discernimento, não há sinodalidade e que o discernimento não anula o papel de cada um na Igreja.

“Eu, por exemplo, como pároco na minha paróquia, não deixo de ser o padre da minha paróquia. Mas isso não quer dizer que eu não vou ouvir os diáconos, os religiosos, os leigos; nós vamos ouvir a todos para então tomar uma decisão”.

Reprodução/A12 Reprodução/A12 Leigos da Diocese de São José dos Campos (SP) em encontro para o discernimento eclesial.

É importante recordar que o chamado, que hoje se atualiza, sempre existiu na Igreja desde os primórdios. Padre Douglas ressaltou que basta pensarmos nos diversos sínodos e concílios que ocorreram na Igreja ao longo de seus dois mil anos de história.

Contudo, o que vemos hoje após o Sínodo da Sinodalidade é que a grande maioria das dioceses, segundo o sacerdote, propôs diversas formações sobre o tema, envolvendo seus membros, e, ao mesmo tempo, está vivenciando as práticas sinodais, como o discernimento, a escuta, a prestação de contas e o diálogo ecumênico.

Neste conteúdo, você vai conhecer a vivência sinodal das dioceses de São João da Boa Vista (SP) e de São José dos Campos (SP) a partir de relatos sobre os encontros que têm promovido a Conversa no Espírito, prática fundamental para chegar ao discernimento eclesial.

“A Igreja da América Latina e do Brasil sempre teve essa ação pastoral muito forte, mas agora nós estamos aprendendo a dar um passo a mais, que não é apenas uma conversa de grupo, mas a conversação no espírito é algo um pouco mais exigente, que pede o protagonismo do Espírito Santo, disse Padre Messias Roshinsky, da Diocese de São João dos Campos.

Assista ao material completo:

LEIA TAMBÉM:

+ Passo a passo da metodologia da conversa no Espírito

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Por Giovana Marques, em Sinodalidade

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