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CNBB reúne compositores e reforça música na liturgia

O encontro foi organizado pelo Setor de Música Litúrgica da CNBB e reuniu cerca de 30 pessoas de várias partes do país. Confira!

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Escrito por Redação A12

14 SET 2026 - 10H41 (Atualizada em 14 SET 2026 - 12H03)

Reprodução/ CNBB

A Equipe de Reflexão do Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reuniu cerca de 30 pessoas de várias partes do país no 17º Encontro de Compositores. O evento ocorreu no Instituto Pio XI, em São Paulo (SP), entre os dias 4 e 7 de setembro.

A música brasileira na liturgia foi o tema escolhido para reflexão, com o objetivo de discutir a formação litúrgico-musical e o papel da música na participação das assembleias durante as celebrações.

A partir disso, a proposta é fortalecer processos de formação que ajudem comunidades, compositores, músicos e agentes de liturgia a compreender a música como parte essencial da ação pastoral e da evangelização.

Música como expressão de serviço

Durante o encontro, os participantes dialogaram com Dom Hernaldo Pinto Farias, Bispo de Bonfim (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, que participou do encontro por videochamada.

No bate-papo, ele destacou a importância de ampliar o diálogo entre pessoas de diferentes regiões do país para fortalecer a produção e a prática da música litúrgica brasileira.

Dom Hernaldo chamou a atenção para a responsabilidade de quem compõe as celebrações. Segundo ele, o trabalho dos compositores deve estar a serviço da liturgia, sem que a busca por reconhecimento ou o destaque da própria obra ocupe o lugar central. A música, nesse sentido, precisa contribuir para que a comunidade participe de forma mais consciente da celebração.

O Bispo também ressaltou que a escolha e a organização dos cantos influenciam diretamente a experiência da assembleia. De acordo com Dom Hernaldo, quando bem integrada à celebração, a música pode favorecer a oração, criar unidade entre os participantes e tocar o coração da comunidade.

Ao final da conversa, os participantes agradeceram ao Bispo pela proximidade e pela forma acolhedora com que conduziu o diálogo, destacando a importância desse contato para quem atua com liturgia, música e evangelização.

Partilha musical entre os participantes

A programação também abriu espaço para que os participantes do encontro apresentassem suas composições próprias e recebessem contribuições dos demais integrantes do encontro.

Foram compartilhadas obras destinadas ao Tempo Pascal, além de cantos para o Ordinário da Missa. A dinâmica permitiu que os compositores avaliassem as produções uns dos outros e identificassem possibilidades de aprimoramento.

A formação contou ainda com oficinas voltadas às duas etapas da composição. No momento, o Padre Josenildo Nunes e Márcio Almeida conduziram as atividades sobre criação de letras, enquanto frei Wanderson Freitas, Padre Wallison Rodrigues e Adenor Terra trabalharam os aspectos musicais das composições.

Nos momentos de oração do Ofício das Comunidades e da Eucaristia, os participantes também tiveram contato com salmos e cantos litúrgicos que dialogam com a tradição da Igreja e com diferentes expressões da cultura brasileira.

Reprodução/ CNBB Reprodução/ CNBB Compositores na 17ª edição de encontro nacional

Cultura e fé inspiram a música litúrgica

No decorrer das atividades trabalhadas no Encontro, os integrantes da Equipe de Reflexão abordaram diferentes pontos de vista sobre a relação entre música, cultura e fé.

Um dos pontos abordados foi a compreensão sobre o surgimento da música litúrgica, que possui características dos lugares e das comunidades onde é vivida. A partir disso, os compositores foram convidados a refletir sobre quais experiências, vozes e expressões do povo estão presentes em suas criações.

A reflexão sobre a música na religiosidade popular também foi citada nas discussões, com o objetivo de fazer com que os participantes pensassem em como a música está presente nos momentos importantes da vida do povo simples e devoto.

Outro aspecto destacado foi a busca por uma música litúrgica que valorize as raízes culturais brasileiras sem se afastar da tradição da Igreja. Essa preocupação ganhou força após o Concílio Vaticano II, quando pesquisadores e compositores passaram a investigar como as expressões musicais presentes no Brasil poderiam contribuir para o repertório das celebrações.

As pesquisas realizadas ao longo desse período também identificaram aproximações entre elementos do canto gregoriano e características de diferentes manifestações da música tradicional brasileira. Esse caminho ajudou a desenvolver uma produção litúrgica capaz de unir a tradição da Igreja à diversidade cultural do país.

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Fonte: CNBB

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