Por Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. Em Notícias

Santas Missões e a Nova Evangelização

João Paulo IIA expressão muito usada da Nova Evangelização teve a sua origem mais forte no pontificado do papa João Paulo II. Isso começou no ano de 1983, no Haiti, em uma assembleia do CELAM, mas os seus antecedentes remotos podem ser buscados ainda mais longe.

Antes do Concílio Vaticano II (1962 – 1965) o papa João XXIII propôs que cada Igreja nacional organizasse um Plano de Emergência (1963) qu efoi o início de uma nova etapa de caminhada. Na Igreja Pós-Conciliar veio então a proposta de se buscar um Novo modo de ser Igreja, fundada numa nova eclesiologia. Com isso a CNBB passou a trabalhar com Planos Pastorais, complementados pelas DGAE (Diretrizes Geria da Ação Evangelizadora). Chegando a esse ponto devemos ressaltar a importância das Assembleias como as de Itaicí (e agora Aparecida) e das grandes figuras do Episcopado do Brasil na organização e implantação deste novo mode de Ser Igreja.

Esta forma de ação da Igreja no Brasil teve então a sua consumação nas 6 Linhas da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil que levaram à realização de inúmeros Planos de Pastoral.

O papa João Paulo II, no ano de 1983, no Haiti, numa assembleia do CELAM clamou pela Nova Evangelização pedindo que ela levasse a um "Novo Ardor, com Novos Métodos e nova expressão". Depois disso tivemos outro documento de João Paulo II motivador da Nova Evangelização e se tornou bastante comum a criação de alguns Projetos de Evangelização

Nova Evangelização e Fidelidade Missionária

Nós, enquanto missionários que somos, temos um lugar e um papel importante na condução deste processo pastoral, com a harmonização da evangelização com a Inculturação, encaminhando as comunidades e paróquias que evangelizamos no rumo da Nova Evangelização.

 

"A fidelidade a este novo modo de Ser Igreja levou a Congregação Redentorista a um intenso processo de atualização..."

A fidelidade a este novo modo de Ser Igreja levou a Congregação Redentorista a um intenso processo de atualização que envolveu nossa vida e nossa missão, a partir das mudanças das Constituições e Estatutos que regem a Congregação lá pelos idos de 1960.

Em relação as Missões Populares, a partir do final da década de 1960 e início da década de 1970, quando uma importante Conferência Missionária foi realizada em Aparecida, começou um intenso processo de renovação que levou, com adaptações, à atual metodologia explicitada nas Fases das Missões. A partir deste mesmo período houve um novo enfoque em nossa Ação Missionária e em nosso Ser Redentorista.

Para que a Nova Evangelização se torne uma realidade, pois ainda e um processo bastante incipiente, é preciso, em primeiro lugar, conhecer bem os desafios sociais e religiosos da realidade que missionamos:

Na realidade do mundo atual o “Ser comunidade” ainda é um sonho que não toca a vida de muita gente, devido aos desafios da modernidade. Esta falta de espírito comunitário atinge até mesmo a vida religiosa atual, pois não pensar e nem agir em comunidade dá menos trabalho, cansa menos, é o que se diz.

Em meio a tudo isso precisamos destacar tudo aquilo que é bom, que é belo e louvável a serviço de nossa gente, pois a maioria das comunidades que missionamos é constituída pelos excluídos onde o impacto dos MCS, a necessidade de ostentação (moda) e o indiferentismo religioso se encontram em todo lugar, até mesmo nas pequenas cidades do interior.

Como missionários que somos, devemos ajudar no processo de purificação das escolhas pessoais, não tomando decisão em seu lugar, mas orientando e conscientizando num processo lento e, muitas vezes, irregular.

Nessa sociedade confusa em que vivemos já acontece a relativização da própria figura do próprio missionário, com impacto no sacerdócio e na vida religiosa.

Foto de: reprodução. 

Logotipo do Jubileu do ano 2000

A celebração do Jubileu do
Ano 2000 ajudou a
desencadear o processo
da Nova Evangelização.

Como fazer a Nova Evangelização acontecer

Primeiro é preciso saber que esse é um processo lento, e nele vamos fazendo prevalecer a dimensão de Igreja carisma e não tanto o institucional, aproveitando todos os espaços possíveis nos MCS e nos novos ambientes da sociedade para criar uma nova linguagem de vida e de ação. O missionário e todo evangelizador precisa estar atento para aproveitar o simbólico e o emocional de nossa gente na liturgia e nas celebrações, sem exploração ou sensacionalismo.

Outra coisa importante é saber que, apesar de todos os recursos da moderna comunicação, ainda prevalece a força da palavra. É preciso usar bem este dinamismo missionário

Não podemos mais sonhar com uma Igreja organizada no modelo de Cristandade – única e universal -, mas devemos ficar felizes com as pequenas comunidades que sejam de fato germe no meio da sociedade. Afinal não é esta a missão de uma comunidade eclesial, a de ser sinal?

Podemos e devemos ajudar a criar uma Igreja despojada de poder, mas “Voz da Sociedade”, sobretudo dos que não têm nem voz e nem vez. Isso que parece tão complicado se dá quando trabalhamos no despertar da dimensão missionária da comunidade eclesial.

Foto de: Nome do fotógrafo

Nova Evangelização

A Nova Evangelização faz com que a globalização ganhe feições de Reino de Deus.

 

Características das Missões Redentoristas 

Devido aoprojeto da Nova Evangelização e graças aos frutos colhidos numa caminhada de mais de 50 anos, as Santas Missões não mais se configuram como um Projeto Pastoral isolado, autônomo, mas fazem parte de um Projeto de Evangelização mais amplo. Com isso, algumas características novas vão se configurando:

O Povo de Deus em Missão. Não é mais missão ao povo, mas o Povo em Missão. Essa ideia de Povo em Missão faz com que as forças vivas de uma comunidade ou paróquia sejam protagonistas, especialmente as forças leigas. Assim, todas as fases das missões passam a ser importantes e igualmente valorizadas, não apenas o Tempo das Missões nas Comunidades.

Foto de: arquivo. 

Leigos Missionários

As Santas Missões fazem despertar a Missionariedade do Leigo e seu compromisso na comunidade.

 

Missionariedade do leigo e Corresponsabilidade. O protagonismo do missionário leigo local o faz mantenedor da fé de uma comunidade e provocador de uma caminhada renovada.

- A comunhão do padre com o povo e dos leigos com a comunidade rompe com o clericalismo, apesar deste ser ainda muito arraigado na Igreja, apesar de disfarçado.

Conteúdo das Santas Missões (Kerigma) no contexto da Nova Evangelização

- A missão deve levar à conversão pessoal e comunitária.

- Deve levar à conversão cultural aos verdadeiros valores.

- Deve mostrar a centralidade de Jesus Cristo.

- Precisa ajudar o povo a buscar a reapropriação da Bíblia.

- Mostrar a comunidade de fé e de vida como alternativa de convivência frente a um mundo que oprime.

- Indicar continuamente o sentido ético e moral do agir humano.

- Criar o sentido novo da globalização que leva a solidariedade comunitária – Opção pelos Excluídos.

- E, finalmente, ajudar a criar uma espiritualidade como mística missionária, integrando Fé e Vida, ação e contemplação. 

Pe. Inácio Medeiros, C.Ss.R. 
Equipe de Comunicação
das Santas Missões

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