Por Redentoristas Em Notícias Atualizada em 08 NOV 2017 - 09H31

Congregação do Santíssimo Redentor completa 285 anos

“Somos nós as Testemunhas do Redentor em um mundo ferido!”


Thiago Leon
Thiago Leon
Chegada dos Missionários Redentoristas ao Brasil é lembrada durante Novena da Padroeira

Há muitos anos atrás, no ano de 1732, na cidade de Scala, no Reino de Nápoles, Santo Afonso Maria de Ligório, profundamente compadecido e enternecido pela situação dos pobres, principalmente dos habitantes da zona rural que, na época, constituíam grande parte da população, fundou a Congregação dos Missionários do Santíssimo Salvador, posteriormente (1749) chamada, a saber, de Congregação do Santíssimo Redentor.



Deviam eles, por amor seguir o Redentor, evangelizando os pobres: “Enviou-me para evangelizar os pobres” (Lc 4,18). Santo Afonso foi um homem de coragem e audácia profundas. Seu amor e compromisso, aliados à sua conversão, o conduziram a respostas concretas na construção do Reino de Deus, no seu contexto. Ele foi presença e resposta de Deus junto dos abandonados e empobrecidos. Santo Afonso foi e é uma resposta de amor ao Amor que o amou por primeiro. 

O Missionário redentorista é um ser humano que se sente amado e, por isso não consegue dar outra resposta diferente da resposta de Cristo e de Afonso, o próprio amor e a própria vida. E, tal amor é vivido na consagração e na vida apostólica, no desejo nosso de gerar vida, a partir da nossa dedicação total à pessoa, história e concreta do pobre e do abandonado.

A consagração religiosa é, na vida do redentorista, uma opção fundamental por Cristo, que nos leva a ter os mesmos sentimentos d'Ele, apaixonando-nos pelo projeto de salvação inaugurado na encarnação, levado à plena oferta na paixão, é celebrado e atualizado na Eucaristia, que são, juntos, à figura de Maria, os pilares da nossa espiritualidade redentorista.

A presença de Jesus é comunicação do amor do coração do Pai. A salvação de Deus que nós redentoristas buscamos comunicar é um dom universal alcançado por Cristo para toda a humanidade. A Redenção é uma proposta concreta, ao passo que ela ganha rosto, carne e ossos do próprio Jesus Cristo, que livremente optou pela salvação de toda a natureza e gênero humano. Nossa tradição redentorista traz um verdadeiro legado de santidade e dedicação a Deus e ao próximo.

:: 10 curiosidades sobre a vida de Santo Afonso de Ligório

O XXV capítulo Geral da Congregação, celebrado há um ano, nos convidou e convida a conservarmos valores fundamentais para nossa consagração de vida, que alimentam a nossa vocação missionária, a saber, a solidariedade, o testemunho profético de alegria e misericórdia que, aliados à disponibilidade, aponta-nos e nos conduz aos parceiros primeiros do nosso apostolado – os pobres.

Precisamos tomar uma nova consciência, pois somos hoje enviados a espaços diversificados, espaços de riqueza e pobreza. Os mesmos não se deixam reduzir apenas à pobreza material. A grande pobreza dos nossos tempos reside na indiferença e na incapacidade de colocar o remédio do amor, da solidariedade e da misericórdia em favor de todos.

“Essa solidariedade só é possível porque Deus é solidário conosco. No cerne do mistério da Redenção está o mistério da solidariedade de Deus com o mundo: na encarnação Deus vem a nós e torna-se “Emanuel”, “Deus conosco”; na paixão e morte de Jesus, Deus mostra-nos o extremo a que chega a solidariedade; na Ressurreição Deus revela o poder transformador dessa solidariedade com Jesus; na Eucaristia Jesus permanece para sempre solidário conosco, tornando-nos a cada dia em seu corpo, em sua vida no hoje da história [...]” (cf. Documentos Finais do XXV capítulo Geral, 2016).

A solidariedade torna-se, verdadeiramente, o ponto de partida para nos permitir partir em missão, indo ao encontro de um mundo ferido e machucado. Somos convidados a nos tornar testemunhas concretas do Redentor, experimentar profundamente a Copiosa Redenção e comunicá-la a todos os homens e mulheres feridos da nossa história.

:: História da Congregação do Santíssimo Redentor

Procuramos, pois, todos nós, redentoristas, levar adiante a obra missionária do Santíssimo Redentor e dos Apóstolos. Esforçando-nos diligentemente por conservar em nossos corações o espírito, a força de Deus que operou na vida do nosso fundador, Santo Afonso, mantendo-nos sempre fiéis, em consonância com o dinamismo missionário da Igreja. Em tudo aquilo que se relaciona aos pobres, sejamos diligentes, pois são eles os nossos parceiros na construção do Reino da vida.

E, na medida de nossas forças, procuremos olhar com os olhos de Deus a realidade do mundo, colocando remédio, esperança na vida, na história pessoal e comunitária de tantas irmãs e irmãos feridos pelo pecado da injustiça e da falta de oportunidade, de solidariedade e de partilha.

Frater Elisvaldo Vieira dos Santos, C.Ss.R
Comunidade do Alfonsianum
São Paulo

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