Por Redação A12 Em Redentoristas

Superior da comunidade redentorista no Haiti fala sobre a situação dos religiosos no país

Região Sul do Haiti devastadaA passagem do furacão Matthew no Caribe deixou um rastro de morte maior do que se imaginava inicialmente no Haiti: o número de mortos, até o momento, seria de 877, segundo autoridades locais. 

Entre as localidades atingidas por esse fenômeno, a região sul é uma das mais devastadas. Ali, a Congregação Redentorista mantém várias casas e três comunidades, duas em Les Cayes e uma em Jérémie. O padre Kénol Chéry, Superior Regional do Haiti escreveu à Casa Geral em Roma contando a realidade dessa região.

"O furacão atacou todo o país com fortes ventos, chuvas e tempestades. Nossas comunidades em Port au Prince, Cap Haitien e Hinche foram poupados. Mas o sul do país, onde temos três comunidades (dois em Les Cayes e uma em Jérémie) está dividido do resto do país. A partir de agora, não é possível chegar a essas comunidades. É também difícil para receber notícias a partir deles. Ontem depois de muito tempo tentando falar com os confrades em Les Cayes finalmente fomos capazes de contactá-los por telefone por apenas cinco minutos. Em sua região foram registradas inundações, deslizamentos de terra e muitos danos. A igreja paroquial de Chateau foi completamente destruída e o edifício que abrigava o berçário também. Todas as famílias dos irmãos do sul foram duramente atingidas pelo furacão. Felizmente não temos relatos de qualquer um de nossos feridos ou mortos". 

“Todas as congregações religiosas estão na mesma situação. Vemos as imagens feitas pelos soldados americanos que mostram a destruição, os danos e a desolação da pessoas. Até mesmo as autoridades haitianas não podem intervir. Nós só podemos orar e esperar para agir", acrescentou o religioso. 

Fenômeno devastador agrava situação no Haiti

O furação é o mais forte a atingir o Caribe desde 2007, e foi justamente no Haiti que o Matthew causou mais destruição. O país mais pobre das Américas foi devastado por um terremoto em 2010 e até hoje ainda não se recuperou completamente.

O vento de cerca de 230 km/h derrubou árvores, barrancos e pontes, além de destruir milhares de casas. Militares brasileiros estão ajudando os moradores desde terça (04/10), quando o olho do furacão atingiu o Haiti.

50 mil desalojados e risco de cólera

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) busca angariar doações financeiras para ajudar a providenciar ajuda médica, abrigos, água e saneamento durante o próximo ano para pessoas afetadas pelo furacão no país.

"Estamos extremamente preocupados com a segurança, saúde e bem-estar das mulheres, homens e crianças que foram impactados, principalmente em cidades remotas e vilarejos", disse a chefe da divisão da América Latina da IFRC, Ines Brill, em comunicado.

A Cruz Vermelha estima que mais de um milhão de pessoas no Haiti foram afetadas e centenas de milhares precisam de assistência humanitária.

Além disso, a Organização Pan-Americana da Saúde alertou sobre um possível surgimento de cólera depois do furacão. Este ano, antes do desastre do Matthew, já tinham sido registrados 28.500 casos desta infecção intestinal com risco mortal.

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