Por Elisangela Cavalheiro Em Redentoristas Atualizada em 25 JAN 2019 - 10H44

Vida religiosa: a história vocacional do padre Alberto Pasquoto

A Vida Religiosa é uma forma de pertença a Deus e a Cristo,
uma adesão amorosa ao Evangelho e ao Reino de Deus.

Neste mês de fevereiro, a Igreja celebrou no último dia 2, na Festa da Apresentação do Senhor, o Dia Mundial da Vida Consagrada. Nesse dia, os religiosos celebram a data de sua entrega a Deus por meio da profissão dos votos de pobreza, castidade e obediência.  

Na ocasião, no Santuário Nacional, diversos Missionários Redentoristas fizeram memória desta data tão especial em suas vidas e renovaram diante do altar a sua consagração a Deus e à Igreja.  Entre eles, estava padre Alberto Pasquoto, que comemorou 55 anos de vida religiosa. O sacerdote, com 74 anos, reside desde janeiro de 2006 no Santuário de Aparecida, trabalhando no atendimento aos romeiros. 

Atendendo confissões, pregando no altar ou junto aos doentes, padre Alberto faz o que ele chama de 'pastoral do enrosco', o jeito carinhoso de se referir ao final de cada celebração, quando ao sair do Altar Central até à sacristia, ele vai se "enroscando" com o povo, que pede mais uma bênção do padre.  

Vindo de uma família simples, que vivia do trabalho no campo em Tietê, interior de São Paulo, padre Alberto lembra que o chamado de Deus em sua vida aconteceu quando tinha sete ou oito anos, e que sua família acolheu sua decisão com alegria. “Lembro do primeiro toque de Deus no meu coração, vendo o padre celebrar a Santa Missa; eu olhava pra ele e queria ser padre, e queria rezar a missa como ele rezava”, recorda. Aos 10 anos, junto com seu pai, o menino tímido pegou o trem e chegou ao seminário em Aparecida (SP), onde iniciou um caminho de dedicação ao Reino de Deus. 

Hoje, o religioso olha para sua história com gratidão a Deus pelas inúmeras graças que alcançou em sua vida. 

Ouça a entrevista especial que o A12 realizou com padre Alberto Pasquoto. 

O chamado, a família, a escolha pela vida religiosa:

"Desde quando eu nasci lá na minha terra, no bairro Ribeirão Fundo, pertencente a cidade de Tietê, São Paulo, numa família católica participante - éramos onze irmãos, meus pais trabalhando na roça com meus irmãos, meus tios, meus primos, formando uma colônia - eu me sentia bem acolhido e fui crescendo, rezando juntos em família, na capela e na comunidade, recebendo a visita do padre redentorista que vinha de Tietê para celebrar algumas vezes em uma capela, e ele se hospedava em nossa casa. Todos os dias a mamãe me chamava, eu me lembro, e parece que estou escutando até hoje a voz dela à tardezinha dizendo assim: 'Berto, vem lavar os pés para rezar o terço', e a gente se reunia ao redor da cama dos meus pais com os irmãos, rezando o terço todos os dias. (...) Naquela vida tranquila de trabalho dos meus irmãos, eu ajudava no que podia, tinha uma vida feliz, e eu me lembro o primeiro toque de Deus no meu coração, vendo o padre celebrar a Santa Missa; eu olhava pra ele e queria ser padre, e queria rezar a missa como ele rezava".

A profissão dos votos religiosos e as dúvidas e expectativas:

"Quando eu fiz os votos era uma mistura de temor, de expectativa, de mudança e também de decisão. De um lado, a gente queria ser todo de Deus, jogar a vida toda pra Deus a serviço da Congregação, do povo de Deus, e de outro, a gente não sabia como que iria ser isso? Que dificuldades iria encontrar? Era um futuro incerto, sabia que teria que estudar e trabalhar... Mas foi importante que a oração que a gente fazia, todos os dias nos levava para a confiança”.

A 'pastoral do enrosco' e a missão junto aos romeiros de Nossa Senhora no Santuário Nacional:

Foto de: A12. 


"Eu vejo aqui no Santuário aquela frase forte: 'Acolher bem também é evangelizar'. No contato com o povo, eu sinto que eles querem tocar no padre, querem uma fotografia, querem uma bênção especial, querem falar dos seus problemas, e eu até brinco que tenho a 'pastoral do enrosco'. Do caminho do altar até a sacristia é um caminho longo e você fica enroscando o tempo todo. E essa 'pastoral' para acolher para escutar, para dar uma palavra de ânimo e de coragem (...) essa missão que sinto que eu devo ter agora, de acolher, perdoar, ter carinho e misericórdia com o povo".

[Padre Alberto foi reitor do Santuário Nacional de 1988 a 1990. No detalhe da foto acima, imagem na galeria dos Missionários Redentoristas que fica na Secretaria de Pastoral.]

A mensagem aos jovens que desejam seguir a vida religiosa:

"Não há crise no chamado de Deus, Deus continua chamando para continuar a missao Dele. Seja como leigo, como solteiro ou casado, e principalmente como religioso e religiosa. Ele não falha, Ele chama. É importante a gente estar atento à voz de Deus". 


Biografia 

Nasceu em Tietê-SP, 19/10/1939; em 1950 entrou no Seminário menor Redentorista em Aparecida-SP; em 1958 fez o Noviciado em Pindamonhangaba-SP; o Seminário Maior, Filosofia e Teologia em Tietê de 1959 a 1964; foi ordenado Sacerdote em 1º/07/1964, em Tietê.

Atividades pastorais:
Professor e formador (12 anos) nos Seminários de Aparecida, Sacramento-MG e Recife-PE; Promotor vocacional (7 anos); Missionário popular em vários Estados (3 anos); coordenador e pregador de cursos e retiros da Conferência dos Religiosos do Brasil-CRB (3 anos); Reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (3 anos); superior de comunidade, reitor de igreja e conselheiro provincial (6 anos); vigário e pároco em Aparecida (6 anos); atualmente (há 6 anos) trabalha no atendimento dos peregrinos no Santuário Nacional. Desde o dia 10 de maio de 2010 até 2013 reza a Novena de Nossa Senhora Aparecida na TV Aparecida.

Veja a lista dos demais missionários que celebraram o jubileu de vida consagrada no último dia 2 de fevereiro: 

Foto: Vice-Província do Recife.

Jubilares de Vida Religiosa em 2014  

70 anos de Profissão Religiosa
Pe. João Ribeiro de Carvalho.
Pe. Geraldo Pennock (Recife)  -  Na foto ao lado, Pe. Geraldo Pennock, C.Ss.R, celebrando seus 70 anos de vida religiosa. 


65 anos de Profissão Religiosa
Pe. Virgíneo De Carli.

60 anos de Profissão Religiosa
Pe. Antônio Pinto da Silva.
Pe. Pio Hensgens (Recife).
Ir. Majela (Jésus Pires de Souza).

55 anos de Profissão Religiosa
Pe. Alberto Pasquoto.

50 anos de Profissão Religiosa
Pe. Rudolf Jacobus Croon.
Pe. José Moacyr de Castilho Chagas.
Ir. Vidal Vieira de Campos.
Pe. Luiz Gonzaga Rodrigues Duarte (Recife).

25 anos de Profissão Religiosa
Pe. Marcelo Conceição Araújo.

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