Recentemente, o Santo Padre, o Papa Leão XIV, assinou a Nota Doutrinal Mater Populi fidelis (Mãe do Povo fiel), apresentada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, a respeito de alguns pontos doutrinais sobre a Virgem Maria e alguns de seus títulos marianos.
Ao contrário do que muitos polemistas quiseram fazer, afirmando que o Papa alterou a secular doutrina mariana, consideramos, quando lemos o documento, que tal afirmação não procede.
O Papa Leão XIV, devoto incondicional de Nossa Senhora do Bom Conselho de Genazzano, apenas contextualizou alguns títulos marianos à luz da teologia católica, de modo muito particular, as invocações de Corredentora e Medianeira de todas as Graças.
Lendo o documento na íntegra, é perceptível que o Romano Pontífice não mudou a doutrina referente a esses títulos marianos, ele apenas orientou que se aplicassem critérios teológicos, antes de critérios devocionais.
Esse discernimento compete única e exclusivamente à Santa Sé, que tem competência e autoridade para efetivar tais apontamentos.
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O documento nos convida a retomarmos uma devoção mariana, fundamentada nos documentos do Concílio Vaticano II, e a percebermos as maravilhas realizadas por Deus na vida de Maria, como expressão singular do gênero humano.
Segundo o documento, Maria “é a manifestação feminina de tudo quanto pode operar a graça de Cristo no ser humano. Diante de tal formosura, movidos pelo amor, muitos fiéis procuraram sempre referir-se à Mãe com as palavras mais belas e exaltaram o lugar peculiar que ela tem junto a Cristo”.
A Nota Doutrinal é um convite à reflexão, podendo até afirmar que ela reafirma o óbvio, ao dizer que Maria não ocupa o lugar exclusivo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e que de forma alguma o substitui.
Portanto, não pode Ela ser Aquela que regenerou o gênero humano, mas antes alguém que muito colaborou para que a Redenção acontecesse plenamente por seu filho Jesus; e que Maria não é a Graça, cuja fonte inesgotável é a Trindade.
Maria continuará sendo aquela que intercede por nós. De forma alguma, esses apontamentos são deméritos para Maria, antes a colocam no seu lugar de direito, como Mãe de Deus e membro de destaque na vida da Igreja, como propôs o Concílio Vaticano II.
A questão toda talvez seja um problema de nomenclatura, a Igreja ainda não encontrou uma terminologia que defina bem o papel que Maria executa na obra da salvação do gênero humano.
O que se torna muito complexo para os teólogos, é muito simples para os fiéis, que enxergam em Maria, aquela que maternalmente acolhe os seus pedidos, com ternura de mãe e sensibilidade de mulher.
O povo simples sabe que recorrer a Santa Maria é uma forma de dirigir seus pedidos ao Pai, porém, para o desenvolvimento teológico, essa conceituação ainda é um tanto quanto complexa. O documento reafirma que tudo relativo a Maria é obra de Deus na vida de Maria e não uma ação particular que procede diretamente dela.
Portanto, o Papa continua a nos assegurar que “A Mãe do Povo fiel é contemplada com afeto e admiração pelos cristãos porque, se a graça nos quer semelhantes a Cristo, Maria é a expressão mais perfeita da sua ação que transforma a nossa humanidade”.
Maria foi e será sempre um sinal de unidade no plano divino da salvação, ela terá sempre seu lugar como Mãe de Cristo e da Igreja, como alguém inserida no mistério que chamamos de vida.
Conclui-se que “mais que limitar, a Nota busca acompanhar e sustentar o amor a Maria e a confiança na sua materna intercessão”.
Tenhamos por certo que o Papa Leão XIV é um devoto da Santíssima Virgem, como tem se expressado em seus discursos e em momentos particulares diante de algumas imagens de Nossa Senhora.
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