A vocação é um dom divino que nos desinstala e nos coloca em movimento. “Eis-me aqui, envia-me” é a resposta que brota no interior de cada um de nós ao ouvirmos o apelo do Senhor que nos diz: “Quem enviarei? E quem irá por nós?” (Is 6,8). Responder à vocação é colocar a vida a serviço daquele que nos chamou à existência e a exercer uma missão específica em seu projeto de salvação.
Ao refletirmos sobre a graça de vivermos mais esta 56ª Semana Vocacional que nos propicia renovar e redescobrir o chamado do Senhor em nossa vida, somos desafiados a deixarmos nossas zonas de conforto e abraçarmos uma realidade totalmente nova que exige coragem, disponibilidade e doação de vida. O tema proposto “Eis-me aqui, envia-me” nos coloca diante de uma resposta vocacional provocadora de uma ação de quem está disponível a colocar a sua vida a serviço de uma grande missão que é ser representante do Senhor onde se faz necessária sua presença.
A temática deste domingo de encerramento “Vocação: vida em serviço, expressão do Reino de Deus” nos aponta para a vida como vocação primeira recebida do Senhor, que nos convida a vivê-la como doação expressando seu reinado na história e no mundo: “Cumpriu-se o tempo, e está próximo o Reino de Deus. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
O primeiro chamado e envio que o Senhor faz com cada um de nós é o da existência: “Antes que te formasse no seio de tua mãe, eu te conheci, antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jr 1, 5). A vida é esse mistério que nos é concedido como presente e ao mesmo tempo se exige um desprendimento para que ela seja vivida como uma doação de si aos outros.
A existência é recebida do Criador não como algo a ser guardado ou escondido, mas compartilhado para que se produza mais e mais. Nessa perspectiva, podemos afirmar que a vida é um presente que recebemos gratuitamente para presentearmos aos outros: “De graça recebestes, de graça dai!” (Mt 10, 8).
A vida encontra o seu sentido à medida que se doa a outras vidas, para que assim possa cumprir a função de sua existência. O dito popular “quem não vive para servir não serve para viver” traduz bem a finalidade da vida que é servir. Esse serviço que a vida é vocacionada a realizar se expressa na disponibilidade de não fazer a vontade própria, mas aquilo que define a sua razão de ser na história e no mundo: “porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6, 38).
Isso se concretizará plenamente à medida que essa vivência acontece em função de outras existências sem que se preocupe exclusivamente consigo mesma: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
A vocação se traduz em expressão do Reino de Deus que continua sua atuação na história e no mundo através de cada vida doada. O Reino de Deus consistia a meta da missão de Jesus que foi aos poucos desvelando no conjunto de suas atividades, por meio das parábolas e das ações de sua vida cotidiana. Jesus apresenta essa proximidade do Reino de Deus e provoca em nós o desejo de possuí-lo, aderirmos a esse reino e nos tornarmos herdeiros.
Os discípulos são chamados a dar continuidade à missão de Jesus que promete o Espírito Santo como força do alto para testemunharem o “reinado” de Deus e sua ressurreição até os confins da terra (cf. At 1,6-8).
Portanto, a vida colocada a serviço revela uma vocação que expressa o Reino de Deus na história e no mundo. O Senhor quer contar com nossa colaboração e nos chama a participar de sua missão dando continuidade ao seu projeto de salvação. Ele aguarda pacientemente a nossa resposta que deve ser corajosa e destemida como a resposta do profeta Isaías e de tantos outros que deram o seu sim: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).
Pe. Manuel Novaes Dias
Missionário Redentorista
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