Missa

Dia Mundial do Enfermo: "O primeiro passo da caridade é a justiça"

Na memória de Nossa Senhora de Lourdes, celebração uniu justiça, conversão do coração e cuidado com quem sofre.

Escrito por Luciana Gianesini

11 FEV 2026 - 11H32 (Atualizada em 11 FEV 2026 - 12H30)

Mariana Joffre/ A12

O Santuário Nacional de Aparecida celebrou, na manhã desta terça-feira (11), a memória de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial do Enfermo, com Santa Missa presidida por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida.

Os fiéis foram convidados a rezar “por todos os doentes que convivem com a dor e com o sofrimento”. Em comunhão com a Igreja no mundo inteiro, a intenção do dia voltou-se aos que enfrentam enfermidades físicas, psicológicas e outras fragilidades que atingem a vida humana.

Ao refletir sobre a primeira leitura, que apresenta a visita da Rainha de Sabá a Salomão, Dom Orlando destacou que a verdadeira sabedoria do rei estava na forma como governava: “O primeiro passo da caridade é a justiça”, afirmou. Segundo o arcebispo, foi essa a grande marca de Salomão: “Ele governava com justiça e equidade”.

Para Dom Orlando, a mensagem permanece atual:

“Nós estamos precisando da sabedoria da justiça. Governar com equidade é respeitar a dignidade de todos. E isso é sabedoria também”, disse, recordando que cada pessoa humana é imagem e semelhança de Deus.

Ao aproximar a leitura do Evangelho, o arcebispo explicou que Jesus revela uma sabedoria ainda maior: a sabedoria da cruz. Ao ensinar que é do coração que saem as más intenções, Cristo aponta para a necessidade de conversão interior. “Não vamos esconder debaixo do tapete os nossos problemas. Isso nos adoece”, alertou, incentivando os fiéis a buscarem a cura também por meio da confissão e do acompanhamento.

No Dia Mundial do Enfermo, Dom Orlando recordou a mensagem do Papa para a data, ressaltando que Jesus é o primeiro samaritano. “Como bom samaritano dos doentes, o caído é nosso irmão, nossa irmã”, afirmou. Para ele, a atitude cristã diante do sofrimento passa por três gestos concretos: dedicar tempo, colocar-se no lugar do doente e inclinar-se para ajudar.

“Doença não é só física”, explicou o arcebispo. “É um mal-estar físico, psicológico, social e também espiritual.” Ao recordar que Jesus passou a vida curando e que, na cruz, ainda ofereceu o perdão ao bom ladrão, Dom Orlando destacou que a salvação também é cura.

Ao falar de Nossa Senhora de Lourdes, ele sublinhou os sinais da aparição à jovem Bernadette: a simplicidade, o sorriso e a veste branca e azul. A veste branca recorda o batismo; o azul, o céu aberto aos que seguem Cristo. “O sorriso verdadeiro abre mil portas”, afirmou, convidando os fiéis a serem sinal de esperança, especialmente junto aos que sofrem.

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Por Luciana Gianesini, em Missa

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