A missa solene da 13.ª Romaria Nacional do Terço das Mulheres, celebrada na manhã deste sábado (14) no Santuário Nacional de Aparecida, reuniu milhares de devotas vindas de diversas regiões do Brasil. A Santa Missa integra a programação da romaria, realizada ao longo de três dias, e é um dos momentos centrais do encontro anual que reúne grupos do Terço das Mulheres de diferentes dioceses.
A Eucaristia foi presidida pelo reitor do Santuário Nacional, o missionário redentorista Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R., com a participação de sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas. Entre os presentes estavam também outros missionários redentoristas que atuam no Santuário: Pe. Pablo Vinícius, C.Ss.R., diretor do Portal A12, Pe. Fábio Evaristo, C.Ss.R., administrador-ecônomo do Santuário Nacional, e Pe. Adam Rapala, C.Ss.R., ecônomo adjunto. A celebração ainda contou com a tradicional presença do grupo Cantores de Deus, intérpretes do Hino Oficial da Romaria, e da Irmã Custódia Cardoso, apresentadora da TV Aparecida.
Logo no início da celebração, os fiéis foram acolhidos na Casa da Mãe Aparecida com uma saudação dirigida às romeiras reunidas no Santuário. A acolhida se estendeu aos grupos que participaram da romaria, trazendo imagens de Nossa Senhora e expressões de devoção mariana presentes em diferentes comunidades do país.
Durante a homilia, o reitor do Santuário Nacional destacou o exemplo de Maria como inspiração para a vida das mulheres e para a missão que exercem nas famílias e nas comunidades.
“Ao olharmos para Maria, entendemos que a missão da mulher é ser sacrário vivo, onde a esperança é gestada e protegida”.
Segundo o sacerdote, a presença feminina na Igreja manifesta de maneira concreta o cuidado, a perseverança e a esperança que nascem da fé vivida no cotidiano.
Na celebração também foi recordado o tema escolhido para esta edição da romaria: “Viver em família a alegria do amor”.
Foi lembrado ainda que, neste ano, se completam dez anos da Exortação Apostólica 'Amoris Laetitia', publicada pelo Papa Francisco em 2016. O documento trata do amor vivido nas famílias e propõe caminhos pastorais para acompanhar a realidade familiar à luz do Evangelho.
Ao refletir sobre as leituras proclamadas na liturgia, o reitor destacou a misericórdia de Deus como o centro da mensagem do Evangelho do dia.
“As leituras de hoje falam da misericórdia de Deus, da misericórdia que nos devolve a esperança, da misericórdia que nos restaura, que nos recria e que nos reaproxima sempre de Deus”, salientou.
Inspirado na profecia de Oseias, Pe. Catalfo recordou que é em Deus que o ser humano encontra alívio para suas necessidades: "É só em Deus que nós de fato encontramos misericórdia, cura e restauração”.
Segundo o sacerdote, essa misericórdia também se manifesta no testemunho das mulheres que perseveram na fé e na vida familiar.
“O dom da misericórdia é também um dom muito próprio das mulheres, das mulheres que deixam pra lá as ofensas e dificuldades e são capazes de seguir adiante, construindo e refazendo a própria história”.
Ao comentar o Evangelho proclamado na missa, o reitor propôs uma reflexão sobre a parábola narrada por São Lucas. “O que seria da história de Lucas se, ao invés de dois homens, duas mulheres protagonizassem a parábola de hoje?”, indagou.
Para ele, essa provocação ajuda a perceber com mais clareza o caminho da reconciliação que o Evangelho apresenta:
“Podemos imaginar um final em que não há simplesmente disputa do orgulhoso e do justo, mas um final que nos apontaria certamente para uma reconciliação e para um acolhimento”.
A homilia recordou ainda que o amor de Deus permanece aberto a todos.
“Deus nos acolhe sempre, apesar — e talvez por causa — dos nossos pecados, porque o amor de Deus é sempre ternura, sempre misericórdia, sempre acolhimento”.
Pe. Catalfo também recordou o conhecido “Hino ao Amor”, da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: “O amor é paciente, é benigno, não guarda rancor, não é interesseiro”. Segundo o sacerdote, esse amor sustenta a vida das famílias e fortalece a caminhada de fé. “O amor perdoa tudo, supera tudo, desculpa tudo… O amor não vai acabar nunca”, pontuou.
Encerrando a celebração, os fiéis foram confiados à proteção de Maria, rezando a Consagração a Nossa Senhora Aparecida.
Que a Mãezinha do Céu continue a dirigir seu olhar de esperança para todos nós, oferecendo-nos a certeza de que viver o amor é a melhor resposta diante das dificuldades da nossa vida.
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