Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia da Epifania do Senhor

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

 

 

“Manifestação do Senhor”

 

Deus se manifesta aos povos

 

 

Celebramos a Epifania, isto é, a Manifestação do Senhor. Deus se comunicou enviando a nós Seu Filho. Não foi só uma conversa. A Humanidade recebeu um grande dom: participar da Natureza Divina, como o Filho de Deus participa da Humanidade. Esta festa é celebrada em quatro momentos: Natal, Magos (Epifania), Batismo de Jesus e bodas de Caná.

 

 

Na celebração de hoje lembramos a revelação do segredo: “Todos os povos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo” (Ef 3,2-6). O Evangelho é para todos, não é exclusivo de um povo nem de uma cultura.

 

 

O profeta Isaias anunciou um futuro grandioso para Jerusalém. Ela é um símbolo do Reino para o qual os povos se encaminham (Is 60, 1-6). A vinda dos Magos a Belém é o cumprimento da abertura do Evangelho a todos. Rezamos: “Vós enviastes vosso Filho como luz para iluminar todos os povos no caminho da Salvação” (Prefácio).

 

 

Fomos recriados na luz eterna de Sua Divindade. Esta festa tem muitos símbolos: Os Magos seguem a estrela. Jesus é a estrela de Belém. Os Magos são um símbolo que manifesta o acolhimento de Jesus pelos povos. A fé deverá chegar a todos por mais diferentes que sejam. Encontramos aqui uma orientação: Respeito à diferença dos povos em suas culturas. Acolher as culturas e não fazer um cristianismo ligado a uma cultura especial.

 

A evangelização deverá ir também ao encontro dos que se afastaram por ideologias ou por modelos de Igreja que se distanciam do Reino. Mas é preciso usar a simplicidade da Encarnação. Suas ofertas simbolizam o reconhecimento de Cristo como Deus (incenso), como Senhor (ouro) e como Homem das dores (mirra).

 

Um pecado que se repete

 

A história tem muito a ensinar. Se a Igreja se fechar e não partir para a missão universal, prejudicará a si e à evangelização.

 

 

Pior é o desconhecimento das culturas e a imposição de modelos estrangeiros como único meio de transmissão da fé. O modo de ser Igreja não é único, pois o Reino de Deus não se identifica com uma cultura particular. Jesus nasceu no povo judeu.

 

Nós, mesmo tendo muitos elementos judaicos, não vivemos um cristianismo como o Antigo Testamento. Vivemos um modo de viver a fé formado na cultura romana. O que nos une é a fé e não as formas exteriores. É preciso não identificar o Reino com ideologias políticas, econômicas e sociais.

 

 

Encontramos também a rejeição da Palavra de Deus encarnada e anunciada. É um desafio para a evangelização. Herodes continua vivo a perseguir o Menino e matar os inocentes.

 

 

Coração de Rei Mago

 

  

A festa da Epifania nos ensina como iluminar todos os povos. Os Magos buscavam a Verdade, simbolizada pela estrela que os orientou até Cristo. Para buscar Jesus, é preciso saber ler os sinais. Quem é fiel à própria consciência e procura Deus, encontra Jesus. Os Magos sentiram a alegria da fé e abriram seus tesouros, isto é, puseram sua vida a serviço dos irmãos.

 

 

Contudo, souberam agir a prudência da serpente que não se deixa envolver. Eles voltaram por outro caminho, isto é, souberam fazer um caminho novo que é o caminho do Evangelho. Para os que conhecem a Palavra de Deus e não praticam são como os doutores que sabiam onde ia nascer Jesus e não foram até lá.

 

 

Povos novos estão encontrando Jesus enquanto os filhos mais velhos estão se afastando. Ele nasceu para todos. A festa de hoje abre nosso coração para a coerência da fé numa evangelização consistente. Procuremos por todos os meios buscar o Menino e anunciá-Lo.

 

 

Leituras: Isaías 60,1-6; Salmo 71; Efésios 3,2-3ª.5-6;Maateus 2,1-12

 

Ficha nº 1298 - Homilia da Epifania do Senhor (05.01.14)

 

 

Epifania: Deus enviou Seu Filho para fazer-nos participar de Sua Divindade, como Ele participou da nossa humanidade. A festa nos lembra que Jesus nasceu para todos. Não é exclusivo de um povo. Os Magos são símbolo de todos os povos que acolhem Jesus. Por isso respeitemos as culturas. As ofertas são simbólicas: ouro (Realeza), incenso (Divindade), mirra ( Homem das dores)

 

 

A Igreja não pode se fechar e deixar de evangelizar. Não pode impor modelos estrangeiros. O Reino de Deus não se identifica com uma cultura. O que nos une é a fé não as formas exteriores. A evangelização tem muitos desafios.

 

 

A festa da Epifania ensina como iluminar os povos. Os Magos buscavam a verdade. Ensinam a seguir a consciência. Abriram seus tesouros significando pôr a vida a serviço. Não se deixaram envolver por Herodes. Souberam buscar caminhos novos. Não basta conhecer a fé, é preciso ir a Jesus. A fé nos estimula à evangelização.

 

 

Liberou geral

 

Celebramos a Epifania, Manifestação do Senhor. Lembramos nesse dia que Jesus nasceu para todos e não só para alguns. Todos tem acesso à Graça que é Jesus. Antes não se pensava assim.

 

Vieram os Magos de longe adorar o Menino. É sinal que todas as nações, representadas nestes homens sábios, podem conhecer e acolher Jesus. Pena que nossos sábios de hoje não descobriram a grande sabedoria destes homens simples.

 

Herodes, muito mau, quis acabar com o Menino. Esses homens sábios não fizeram o jogo dele e foram por outro caminho. Também hoje podemos nos deixar enganar por falsas ideias. Nada melhor que buscar outro caminho.

 

Deus veio para todos. Por isso nossa missão é levar a todos sua Palavra e implantar o seu Reino.

 

 

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