Por Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R Em Notícias

Homilia do 14º Domingo Comum

Padre Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R

A paz esteja nesta casa

 

Ele enviou os discípulos    

 

      

Jesus está em viagem para Jerusalém onde deve realizar o desígnio da vontade Divina. Jesus associa setenta e dois discípulos à missão de anunciar a proximidade do Reino de Deus. Vão preparar os lugares aonde Jesus deverá ir. O evangelizador prepara o encontro pessoal com Jesus que por seu Espírito vai ensinar a todos.

 

 

 

Os discípulos vão dois a dois. Isto significa a garantia para a validade do testemunho. A pregação exige que seja testemunhada como comunidade. Não é uma obra individual. A comunidade tem a presença de Jesus. Ele ensina: “Quando dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20).

 

Esse texto reflete a situação das comunidades. Podemos ler aí que todos são convocados à evangelização, não só os apóstolos. São também enviados a preparar a vinda de Jesus. O evangelista insiste em pontos práticos: A obra não é individual, mas da comunidade, como vemos quando Paulo e Barnabé são enviados pela comunidade de Antioquia e voltam para prestar contas; Jesus ensina que não devem passar de casa em casa. Este era um problema do momento. Alguns se diziam apóstolos e viviam nas costas dos outros perambulando a título de pregadores.

 

A evangelização não é para recolher benefícios, mas a comunidade deve sustentá-los, pois o operário é digno do salário (Lc 10,7). Devem ser despojados e firmados na missão: Não é turismo. Ficamos incomodados com a frase: “Não devem cumprimentar ninguém pelo caminho”. Não se trata de uma grosseria, mas de não se envolver em conversas longas, como é costume na hospitalidade. Jesus avisa que não será fácil: “Eu vos envio para o meio de lobos” (3). A arma contra os lobos será a simplicidade, o desapego e o anúncio da paz.

 

Não estarão fazendo concorrência, mas tomando uma posição diferente diante das propostas do mundo.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       

A paz esteja nesta casa

Os discípulos levam a paz que é a totalidade dos bens. A evangelização, como nos mostra o profeta Isaias (66,-14c), é um anúncio de júbilo e de paz como um rio para Jerusalém. Ele a compara com termos de ternura materna com os filhinhos.

 

A recusa do anúncio do Evangelho não é simplesmente humana, mas obra do maligno. A obra missionária é uma continuação da obra de Jesus: vencer o mal. Jesus lhes diz que viu o demônio cair do céu como um raio (18). O anúncio do Reino é a destruição de todo poder do mal e de sua estrutura. A messe é grande e poucos são os operários. É o mesmo clamor que temos até hoje. Por que temos que pedir operários? É o Pai quem convoca para uma missão que é do Filho. O Pai sempre está chamando. Temos que pedir.

 

 

Trazer as marcas de Cristo

 

Somente estampando em nós as marcas da Morte e Ressurreição de Jesus é que seremos verdadeiramente discípulos anunciadores. As marcas de Cristo não são estigmas sangrentos, mas a crucifixão para o mundo e morte para o que não se ajusta à cruz de Cristo. Somente nela temos condições de fazer um anúncio coerente e consistente.

 

O evangelizador da fé vai dar o testemunho de levar a paz aos lugares de sofrimento e das marcas dos pecados, mesmo à custa de ser crucificado pelo mundo. O discípulo não é maior que o Mestre. Não deixarão de anunciar o Reino da paz. Ela destruirá as forças do mal. Quem recusar vai ficar somente com o pó. Tudo isso é bom, mas melhor, diz Jesus é a certeza de ter os nomes escritos no Céu (Lc 10,20).

Leituras: Isaias 66,10-14c;Salmo 65; Gálatas 6,14-18; Lucas 10,12.17-20

 

 

 

Ficha nº 1246 - Homilia do 14º Domingo Comum (07.0713)

 

 

Jesus associa 72 discípulos a sua missão de anunciar a proximidade do Reino e dá-lhe orientações para a obra missionária. O testemunho válido é feito em comunidade, não individualmente. Não é turismo. Estas são para nossa missão. É uma missão difícil, entre lobos. Sua arma será a simplicidade, o desapego e o anúncio da paz.

 

 

Os discípulos levam a paz que é a totalidade dos bens. A evangelização é um anúncio de júbilo e de paz, como um rio para a cidade. A recusa do evangelho é obra do maligno. A obra missionária de Jesus vence o mal. Devemos pedir operários porque é o Pai é quem chama.

 

Somente estampando em nós as marcas de Jesus é que seremos verdadeiros discípulos. Estas marcas são a crucifixão para o mundo. Somente nelas que temos um anúncio consistente que levará a paz aos lugares de sofrimento. Ela destruirá as forças do mal.

 

 

Fogo no rabo do diabo

 

 

Jesus envolveu Seus discípulos em Sua missão e deu certas normas que podemos traduzir assim: Há muito trabalho; A colheita é grande e precisa de trabalhadores, mas quem os arranja é o Pai; Por isso temos que pedir trabalhadores. Os missionários, seja leigo, seja padre, devem ser desapegados. Não deve ficar com conversas inúteis. Sua missão é preparar os lugares onde Jesus vai chegar. Ela começa com a saudação da paz. Devem dizer que o Reino de Deus está próximo, devem curar os doentes. Quem não aceita perde tudo.

 

Os discípulos foram e voltaram contando maravilhas: “Até os demônios nos obedeceram por causa de Teu nome”. Jesus então disse que viu o demônio cair do céu como um relâmpago! E completou: “Não se alegrem só por isso, mas sobretudo porque vossos nomes estão escritos no Céu”. Quem participa da missão de Jesus, participa da Sua glória.    

 

A obra missionária põe para correr a força do mal e muda as estruturas do mundo. É uma transformação como nos ensina o profeta Isaias, como um rio de paz. Paulo, contudo, insiste que, para se um bom pregador do Evangelho tem que trazer em si as marcas de Jesus. Aí o diabo cai como um raio.

 

 

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