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Na Anunciação do Senhor, refletimos a humildade de Maria

No Santuário Nacional, Dom Orlando destacou três pontos da conversa de Maria com o anjo Gabriel

Escrito por Laís Silva

25 MAR 2026 - 10H20 (Atualizada em 25 MAR 2026 - 15H03)

Rian Torres / A12

Nesta quarta-feira (25), a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação do Senhor. No Santuário Nacional, os fiéis presentes participaram da celebração das 9h, no Altar Central.

A celebração foi presidida por Dom Orlando Brandes, administrador apostólico de Aparecida, e concelebrada pelos demais sacerdotes presentes.

Ao iniciar sua reflexão nesta solenidade tão bonita e importante para os cristãos católicos, Dom Orlando lembrou o papel fundamental de Maria na história da Salvação.

O Verbo se fez carne com o sim de Maria. Maria foi a primeira pessoa em quem Deus pensou desde a eternidade para realizar o seu plano de salvação. Deus precisava do corpo humano, do sangue humano, da pessoa humana, para que Jesus nascesse como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Nossa Senhora estava eternamente no coração de Deus.”

Refletindo sobre a primeira leitura, o bispo destacou que, já no Antigo Testamento, se apontava para o Novo Testamento: “Uma virgem conceberá e dará à luz, porque para Deus nada é impossível. Uma virgem engravidar é coisa de Deus, coisa de quem tem fé.”

A segunda leitura nos lembra do sacrifício de Jesus pela nossa salvação, algo que nenhum cristão deve esquecer.

“Para que Jesus pudesse nos salvar, nascendo de Maria, Deus deu a Ele um corpo humano através de Maria. E Jesus oferece esse corpo humano para morrer na cruz e para ressuscitar; é uma oferenda. Portanto, Jesus crucificado e ressuscitado faz a vontade do Pai. A vontade da nossa salvação.”

Alegra-te!

        Rian Torres / A12           Rian Torres / A12                    
                                                           
         
       

O Evangelho da Solenidade da Anunciação do Senhor nos convida a conhecer esta realidade e a nos alegrar com a humildade de Deus, que desce do céu para dialogar com Maria, e com a humildade de Maria, que, mesmo com medo, mesmo humana, deu o seu sim.

Humildade de Deus. O Pai desce do céu através do anjo. Mas é o Pai que vem para a terra dialogar com Maria e respeitar a liberdade de Maria; não a obrigou. Por isso, tudo começou com um diálogo muito bonito: alegra-te, Maria! Irmãos e irmãs, de fato, é uma alegria pela encarnação de Jesus. E hoje é anunciada essa encarnação. Alegra-te, Maria, porque você é cheia de graça para ser Mãe de Deus. Tu és cheia de graça porque o Senhor está contigo.”

Dom Orlando destaca três pontos desta “conversa de humildade”.

Maria perturbou-se: “Eu me perturbo, você se perturba, se tivermos humildade. Se não tivermos, é o orgulho que vence. [...] e o anjo disse uma frase poderosíssima: ‘Não tenhas medo, Maria.’”

Maria perguntou ao anjo: “No nosso diálogo com Deus, façamos nossas perguntas para Deus. Quem pergunta é humilde, quem pergunta quer saber, quem pergunta quer acertar, quem pergunta é humano.”

Maria pôs-se a pensar: “Ó menina com maturidade humana, pediu licença para pensar. Ela não foi irresponsável; a vida cristã é um diálogo sincero, em que a nossa humanidade não nos humilha. Ela pôs-se a pensar e deu o seu sim: faça-se segundo a sua vontade.”

Você tem dado o seu sim para Deus?

        Rian Torres / A12           Rian Torres / A12                    
                                                           
         
       

Ao fim de sua homilia, Dom Orlando reforçou a importância de não pararmos o nosso compromisso no batismo, na crisma ou no casamento. É preciso dar o nosso sim diariamente e sermos participativos em nossas comunidades.

“Eu também quero dar o meu sim, eu também quero dizer para Deus: eis-me aqui, vou trabalhar numa pastoral, Deus está precisando desse sim. Basta de católicos que não trabalham na Igreja; vamos dar o nosso sim também para amar nossos irmãos com mais fervor, vamos dar o nosso sim de abandonar um pecado, o sim da conversão, vamos dar o nosso sim para amar a nossa paróquia. Vir a Aparecida e não amar nossa paróquia está errado; viemos aqui para amar nossa paróquia, nossa diocese e darmos o nosso sim. E falar: ‘Eis-me aqui’ até diante da cruz, ‘eis-me aqui’ até diante do sofrimento.”

:: Anunciação do Senhor: o SIM que mudou a nossa história!

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