Neste sábado, 23 de maio, o Altar Central do Santuário Nacional de Aparecida acolheu milhares de fiéis da Diocese de Lorena/SP. A celebração das 12h marcou o início oficial da peregrinação missionária em preparação para o jubileu de 90 anos de existência da diocese, que serão celebrados no próximo ano, em 30 de julho de 2027.
O momento contou com a acolhida do Padre José Ulysses da Silva, C.Ss.R., missionário redentorista, e foi acompanhado de perto por uma expressiva representação do povo de Deus das cidades que compõem o território diocesano. A intenção principal da romaria foi colocar os próximos passos da evangelização sob o olhar e a proteção de Nossa Senhora Aparecida.
A Santa Missa foi presidida por Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, bispo diocesano de Lorena, e concelebrada por Dom Benedito Beni dos Santos, bispo emérito.
Criada em 1937 após o desmembramento da Diocese de Taubaté, a Diocese de Lorena hoje conta com 34 paróquias, 42 padres e 28 diáconos permanentes, distribuídos por 13 municípios da região do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira: Arapeí, Areias, Bananal, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Cunha, Lavrinhas, Lorena, Piquete, Queluz, São José do Barreiro e Silveiras.
Durante a homilia, o bispo concentrou sua mensagem na unidade da Igreja diante dos desafios do mundo contemporâneo, resgatando o mistério de Pentecostes e a rica história de evangelização na nossa região.
O dinamismo da ação do Espírito Santo e o papel acolhedor de Maria foram os pontos-chave da reflexão.
O bispo lembrou que a Igreja é uma grande família e que a verdadeira beleza está em somar as nossas diferenças para construir uma comunidade viva, onde ninguém caminha sozinho.
"O Espírito Santo não faz os iguais. Ele distribui dons, carismas, vocações para a construção do mesmo corpo", afirmou o bispo. Segundo ele, essa união gera uma verdadeira rede de amor: "Não é isolamento, é comunhão. Cada um transmite a mensagem com sua própria luz".
Diante de uma sociedade atual ferida por desentendimentos, a mensagem de Jesus chega como um bálsamo necessário para os lares.
"Vivemos em um mundo marcado por divisões, polarizações, guerras, violência e incongruências, semeando conflitos também dentro das famílias e até das comunidades", lamentou Dom Wladimir. Como resposta, ele apontou o remédio da fé: "A paz verdadeira é a paz do Espírito Santo, a paz de quem se encontra com Jesus. Uma paz tão necessária em nossos dias: no nosso coração, no mundo e nas incertezas". O bispo pediu que a preparação para o jubileu seja "um sinal de comunhão e participação, sempre construindo pontes e nunca muros".
Recordando o Evangelho em que Jesus entra no Cenáculo com as portas trancadas e sopra o Espírito Santo sobre os apóstolos, o bispo deixou uma mensagem de coragem para quem enfrenta momentos difíceis.
"Jesus entra no Cenáculo mesmo com as portas fechadas. Nenhuma porta é capaz de impedir a ação do Ressuscitado", garantiu. Ele explicou o sentido profundo desse gesto de Cristo:
"Este sopro recorda o próprio ato da Criação. Assim como Deus soprou a vida sobre o homem no início, agora Jesus ressuscitado sopra a vida nova sobre a humanidade ferida pelo pecado. O Espírito Santo recupera a nossa força, nos inova e nos santifica".






























A celebração terminou com a Consagração a Nossa Senhora Aparecida e o envio missionário. Dom Wladimir expressou o desejo de que este ano festivo impulsione uma Igreja cada vez mais samaritana e acolhedora, rezando para que a presença da Padroeira toque profundamente o coração de cada fiel:
“Queremos continuar caminhando com Ela rumo aos 90 anos da nossa diocese. Que Nossa Senhora Aparecida conduza cada paróquia, cada família e cada lar onde Ela for convidada a entrar, fortalecendo cada sacerdote e cada agente pastoral, para sermos uma Igreja cada vez mais missionária, sinodal e acolhedora — do bispo ao fiel mais simples.”
Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, Bispo da Diocese de Lorena (SP)
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