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Romaria Mãe Divina percorre 160 km até Aparecida

Desde 2022, a Romaria Mãe Divina percorre o caminho de Guarulhos a Aparecida. Conheça as histórias e os desafios por trás dessa peregrinação de fé.

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Escrito por Beatriz Nery

16 OUT 2026 - 10H04 (Atualizada em 16 OUT 2026 - 16H16)

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Há quatro anos, a Romaria Mãe Divina sai de Guarulhos (SP) rumo ao Santuário Nacional de Aparecida pela Rodovia Presidente Dutra. O grupo percorre mais de 160 quilômetros a pé em cerca de cinco dias de caminhada, com muitos desafios físicos e experiências de fé.

A iniciativa começou com Maria do Carmo Arruda de Lima e seu filho, Leonardo de Lima Rodrigues. Com o passar dos anos, a romaria ganhou novos participantes, inclusive da família. Amigos e devotos de outras cidades também passaram a integrar a peregrinação.

Beatriz Nery/A12 Beatriz Nery/A12

Romaria Mãe Divina nasceu em família

A história da Romaria Mãe Divina começou com uma iniciativa familiar. A devoção à Nossa Senhora Aparecida motivou mãe e filho a organizar a romaria até o Santuário Nacional.

Com o tempo, o projeto reuniu outras pessoas que compartilhavam o mesmo propósito e, aos poucos, a peregrinação passou a fazer parte da rotina anual do grupo.

Para os participantes, o percurso representa uma oportunidade de fortalecer a fé e os laços de amizade. A experiência também exige disposição para enfrentar o cansaço, as mudanças climáticas e os obstáculos da estrada.

A história do grupo foi contada no Arquivo A da TV Aparecida, exibido durante a semana da Festa da Padroeira, com o tema “Conhecer e Praticar a Palavra”.

Assista:

Cinco dias de caminhada e aprendizado

A chegada ao Santuário Nacional marca o fim de uma jornada que exige preparo físico e organização. Durante os cinco dias, os peregrinos enfrentaram dores, sede, chuva e diferentes ritmos de caminhada.

Sisenando Rodrigues Junior, organizador da Romaria Mãe Divina, relata que a experiência trouxe reflexões sobre gratidão e convivência. Segundo ele, a caminhada também ensina a reconhecer o valor das pequenas coisas.

“Foi uma caminhada de muitos desafios, muitas pessoas com muitas dores, muitas pessoas pela primeira vez, onde a gente teve que baixar o ritmo diversas vezes, parar diversas vezes.”

O organizador afirma que o ritmo da peregrinação precisa respeitar as condições de cada participante. Para ele, a solidariedade é um dos principais ensinamentos da experiência.

“Então, para mim, o principal aprendizado de tudo isso, resumindo, é olhar para quem está do nosso lado, olhar para quem está atrás da gente e perguntar: 'você quer água? Você está bem? Está tudo certo? Quer alguma coisa?’, ou seja, ser solidário. A solidariedade na romaria é a palavra-chave.”

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Apoio e confiança durante a peregrinação

Leonardo de Lima Rodrigues, idealizador da Romaria Mãe Divina, integrou a caminhada por meio da equipe de apoio. Mesmo sem percorrer o trajeto a pé, ele acompanhou os participantes por meio de fotos e da localização do grupo.

A distância e os desafios da estrada trouxeram preocupação. A confiança em Nossa Senhora Aparecida, porém, permaneceu presente durante a jornada.

“Olha, foi muito desafiador. Estava com muito medo, mas, ao mesmo tempo, eu confiava em Nossa Senhora, sabia que todo mundo ia chegar bem. Sabia que todo mundo ia conseguir alcançar.”

Para Leonardo, a chegada dos peregrinos representou a conclusão de um propósito coletivo. Ele também destacou a força recebida pela família ao longo dos dias.

“Maria deu força para mim, deu força para minha família, deu força para todos eles. E é isso que importa: todo mundo chegou bem, cumpriu seu propósito e acho que é isso que fica.”

A equipe de apoio tem papel importante em uma peregrinação desse porte. O acompanhamento permite manter contato com os caminhantes e oferecer assistência durante o percurso.

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Fé e superação marcam a quarta romaria

Maria do Carmo Arruda de Lima, idealizadora da Romaria Mãe Divina, participou pela quarta vez da peregrinação. Ao recordar as dificuldades enfrentadas desde a primeira edição, ela destacou a fé como fonte de força para concluir o caminho.

“Percebi que eu sou forte e que eu sempre consigo, através da minha fé, superar esse caminho, que é difícil.”

A romeira também recordou os obstáculos encontrados durante os cinco dias. A chuva e a falta de água em alguns momentos fizeram parte da experiência.

“Tem muitos obstáculos, desafios, tomamos chuva, passamos sede, mas chegar aqui e ter essa recepção e passar pela nossa Mãe e ver que todos que foram conosco chegaram bem, aí é só agradecer.”

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Lindas histórias como essas você encontra em a12.com/padroeira
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