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Por Eduardo Gois Em Notícias Atualizada em 08 SET 2020 - 08H40

Santuário acolhe 33ª Romaria dos Trabalhadores e 26º Grito dos Excluídos

Thiago Leon
Thiago Leon
33ª Romaria dos Trabalhadores e 26º Grito dos Excluídos


O
Santuário Nacional de Aparecida acolheu, nesta segunda-feira (07), feriado da Independência do Brasil a Romaria Nacional dos trabalhadores em sua 33ª edição, neste ano, de forma virtual, e o 26º Grito dos Excluídos. 

A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, às 9h, com transmissão ao vivo pela TV Aparecida, A12 e redes sociais.

O Arcebispo destacou em sua reflexão que o Papa Francisco, ao telefonar recentemente ao Santuário, demonstrou amor ao Brasil e Aparecida e pediu esperança e coragem. “Nós não podemos demonizar as coisas, mas no meio da lama encontrar os tesouros, belezas e riquezas. A pátria é nosso sangue, rosto e identidade”, disse.

Dom Orlando rezou pelas autoridades para que governem o país com justiça e honestidade e ressaltou que mesmo que tenhamos dificuldades, a esperança e a fé tem de ser maiores.

Na homilia, ele citou que Jesus não olhou só para o céu, Ele olhou para o homem aleijado, que naquela época era tido como maldito. “Jesus olha para os excluídos. Levanta-te! - diz ele para o homem caído -, vem para o centro, vem para o meio, não fique excluído e prostrado”.

Ele também ressaltou que o Grito dos Excluídos não é algo partidário, mas sim pura Bíblia, porque são os que gritam pela vida e pela justiça: “Vamos estender a mão para todos que estão prostrados com mil dificuldades, abrir os braços para abraçar a Deus e ao Evangelho, pois está na hora de seguir o Papa, os nossos santos e santas, como, Frei Galvão, Irmã Dulce, e os 70 mártires brasileiros, vamos abrir os braços, corações e amar a nossa pátria que Deus tanto amou, por isso quem ama cuida”, destaca.

Na celebração, Dom Orlando também lembrou familiares de 127 mil mortos pelo coronavírus e questionou:

“A gente não vai ouvir esse grito? Quem não olha a dor do povo que dói em nós? Se não dói em você, não é cristão!”.

Ele também recordou que deve-se promover os índios, negros, mulheres e pequenos. “Amar é construir. Paulo Apóstolo diz que o amor constrói. Aparecida apareceu quebrada, mas a Imagem foi restaurada. Podemos, então, restaurar essa pátria. A CNBB pede um pacto social pela vida e pelo Brasil. Vamos dialogar e partilhar as nossas riquezas, ideias e valores. Amar o Brasil é colocar o remédio em nossas feridas”.

As cinco chagas do país

Dom Orlando Brandes também fez questão de ressaltar aquelas que ele considera as cinco chagas do Brasil:

Desemprego - Segundo Dom Orlando, dói no coração e só quem é alienado não sofre essa dor dos desempregados;

Corrupção - Como pode um país com índole cristã, ainda haver o abuso da corrupção, pois é uma hemorragia que dói muito em nós;

Desmatamento - Basta de fogo, de desmatamento na Amazônia. A natureza geme e sofre com os nossos pecados;

Racismo - Nossa Senhora da cor morena e São Benedito, expulsai essa chaga do racismo;

Fake News - A verdade que deve brilhar, principalmente a do Evangelho e do Reino de Deus.

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Ao final, o Arcebispo disse que todas essas chagas podem ser estancadas, resolvidas e se tonarem glória com trabalho e fraternidade: 

“Mãe Aparecida, protegei a nossa pátria, velai a nossa família, estendei vossos braços, levai para o Reino de Jesus que tem o seu lugar em nossa pátria. Cesse a violência, o ódio, a inimizade, reine a caridade. Famintos saciados, humildes elevados, busquemos um Brasil melhor”.

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