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Santuário Nacional orienta descarte correto nas lixeiras

Foram adotadas no Complexo do Santuário novas cores nas lixeiras que orientam romeiros sobre a separação correta dos resíduos durante a visita à Casa da Mãe

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Escrito por Beatriz Nery

02 OUT 2026 - 15H54 (Atualizada em 02 OUT 2026 - 17H14)

Thiago Leon

Mais de 10 milhões de pessoas visitam o Santuário Nacional todos os anos. Com um fluxo desse tamanho, atitudes simples podem gerar impactos na rotina da Casa da Mãe. Uma delas é o descarte correto dos resíduos.

O Santuário Nacional passou a adotar uma nova organização das lixeiras. A proposta facilita a separação dos materiais e orienta os peregrinos sobre o local adequado para cada tipo de resíduo.

O novo sistema utiliza duas cores principais:

• Azul: resíduos recicláveis;

• Cinza: resíduos não recicláveis.

A mudança também altera a rotina das equipes responsáveis pela limpeza, coleta e destinação dos resíduos. O objetivo é manter os materiais separados desde o descarte até as etapas seguintes do manejo.

Kleber Augusto Kleber Augusto

Por que as lixeiras foram reorganizadas?

De acordo com Gislene Soriano, supervisora de Limpeza Externa, Áreas Verdes e Usina de Triagem e Compostagem (UTC) São Geraldo, a reorganização busca tornar o descarte mais simples e eficiente.

A iniciativa também está relacionada aos princípios da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco. O documento aborda o cuidado com a Casa Comum e a responsabilidade diante das questões ambientais.

A grande circulação de visitantes foi outro fator considerado na implantação do novo modelo. A expectativa é facilitar a separação dos resíduos e melhorar o aproveitamento dos materiais recicláveis. “A reorganização das lixeiras foi motivada pela necessidade de tornar o descarte de resíduos mais simples, eficiente e alinhado às boas práticas de gestão ambiental.”

Segundo Gislene, a mudança também pode contribuir para reduzir o volume de resíduos encaminhados aos aterros sanitários.

O que significam as cores azul e cinza?

A identificação das lixeiras foi padronizada para facilitar a compreensão dos visitantes.

Além das cores, os recipientes contam com sinalização visual. A medida ajuda o visitante a identificar o local adequado para descartar cada resíduo.

“Em vez de utilizar diversas cores para identificar cada tipo de material reciclável, optou-se por um modelo mais intuitivo e de fácil identificação, baseado em apenas duas categorias: recicláveis e não reciclávei.”, explicou Gislene.

A escolha também considera as diretrizes da Resolução CONAMA nº 275/2001. A norma estabelece cores para a identificação de diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva.

Nesse padrão, a cor azul é associada aos materiais de papel e papelão. A cor cinza identifica resíduos que não podem ser reciclados ou que não devem ser misturados aos recicláveis.

O que muda para quem visita o Santuário?

Para o visitante, a principal mudança está no momento do descarte. A orientação é observar a identificação da lixeira antes de colocar o resíduo.

A separação começa com uma atitude individual. O material descartado de forma correta pode seguir o fluxo adequado dentro do sistema de gestão de resíduos do Santuário.

“Dessa forma, os visitantes conseguem identificar rapidamente o local correto para o descarte de seus resíduos, tornando o processo mais prático e acessível”, pontuou Gislene.

A nova organização também busca reduzir erros durante a separação. Com menos categorias para identificar, o sistema pretende tornar o descarte mais direto para quem circula pelo complexo.

Matheus Azevedo Matheus Azevedo

Equipes também passaram por mudanças

A implantação das novas lixeiras trouxe adaptações para as equipes responsáveis pela limpeza e pelo manejo dos resíduos. A integração entre as equipes faz parte do processo.

Os procedimentos de coleta e transporte interno foram ajustados ao novo sistema. Os materiais recicláveis e não recicláveis precisam permanecer separados ao longo dessas etapas.

Para isso, os colaboradores receberam orientações sobre os novos procedimentos. Os treinamentos abordaram a separação dos materiais e a importância de manter a coleta seletiva de acordo com o modelo adotado.

A separação realizada pelo romeiro precisa ser mantida nas etapas seguintes da coleta.

O que fazer em caso de dúvida?

Quem tiver dúvida sobre o descarte pode procurar os colaboradores das áreas de atendimento e apoio ao romeiro. As equipes de limpeza que estiverem próximas também podem orientar o público.

Os profissionais receberam informações sobre o novo sistema. Por isso, o peregrino pode pedir ajuda antes de descartar um material quando não souber qual lixeira utilizar.

Você sabe qual é o destino dos resíduos da Usina de Reciclagem do Santuário Nacional de Aparecida?

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