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Nossa Senhora do Carmo e a Academia Marial de Aparecida

Em resposta às palavras do papa João Paulo II - "Permanecei na Escola de Maria!" - surgiu a Academia Marial de Aparecida, visando reunir e difundir conhecimentos sobre a Virgem Maria no Brasil

Escrito por Eliane Dias Cassiano

16 JUL 2014 - 00H00 (Atualizada em 02 JUL 2025 - 12H11)

Sidney de Almeida/ Shutterstock

“O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

(Cardeal Piazza)

A Ordem do Carmo foi inspirada na vida eremítica do profeta Elias no Monte Carmelo, marcada por uma espiritualidade mística e contemplativa. Os carmelitas veneram com especial carinho o profeta Elias, considerado seu patriarca, e a Virgem Maria, sob o título de Bem-Aventurada Virgem do Carmo.

Perseguida e expulsa de Israel, a Ordem migrou para a Europa, onde também enfrentou grandes dificuldades para manter sua tradição eremítica. Seguindo o exemplo de Elias, São Simão Stock — um piedoso carmelita que vivia na Inglaterra — perseverou na oração, pedindo a intercessão de Nossa Senhora do Carmo para a sobrevivência da Ordem.

Conta-se que, durante a oração do terço, a Virgem Maria lhe apareceu e entregou o escapulário, dizendo:

“Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno.”

A partir desse momento, a Ordem do Carmelo floresceu em todo o mundo. São Simão, então responsável pela Ordem, conseguiu, após muito esforço, implementar as mudanças necessárias para sua adaptação e continuidade.

Por esse caminho de perfeição trilharam muitos santos, como São João da Cruz, Santa Teresa de Jesus e Santa Teresinha do Menino Jesus. Santa Teresa afirmava que portar o escapulário era como estar vestida com o hábito de Nossa Senhora.

A Academia Marial de Aparecida nasceu graças à dedicação do cônego João Corrêa Machado, do clero de Campinas. Em sua profunda devoção à Virgem Maria, celebrou a missa festiva no dia 16 de julho de 1979 — festa de Nossa Senhora do Carmo — na Basílica do Carmo. Durante a celebração, pediu à Divina Luz que lhe mostrasse um caminho para reunir pessoas e materiais voltados ao culto e à devoção mariana sob o título de Aparecida. Após a Consagração Eucarística, foi tocado pelo prefácio da Missa, no qual o profeta Elias, no Monte Carmelo, insiste em oração até que se aviste uma pequena nuvem (cf. 1 Reis 18,44). Nessa imagem, o cônego Machadinho vislumbrou “qual nuvenzinha a expandir-se” de Aparecida, por todo o Brasil: uma Academia Marial.

No ano seguinte, em 1980, o Papa João Paulo II visitou o Brasil e, em sua mensagem, incentivou ainda mais a fidelidade à Estrela da Evangelização, exortando: “Permanecei na Escola de Maria!”. Com o objetivo de reunir e divulgar tudo o que existe no Brasil sobre a Virgem Maria em História, Literatura e Artes, foi aprovada a criação da Academia Marial de Aparecida, por decreto do Arcebispo Dom Geraldo de Morais Penido.

O decreto foi assinado em 16 de julho de 1985, na festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo e durante o XI Congresso Nacional do Santuário, cujo tema foi o cântico do Magnificat.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós e pela perseverança de nossa Academia!

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