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São José, o justo Patrono

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A qualidade de um homem não se mede pela força física ou por alguma imponência que os traços masculinos possam expressar, mas, pela sabedoria de seguir as inspirações de Deus, sobretudo nas adversidades. Pela tradição se sabe que São José era ligado ao templo e, portanto, voltado para as coisas de Deus. Os textos canônicos do Novo Testamento, não o mencionam abundantemente, porém diz o suficiente para fazer notar algumas qualidades que denunciam sua grandiosidade.

Ele foi escolhido para ser o pai de Jesus. Muito se fala que Jesus é filho adotivo de José. Se este termo ressoar o aspecto negativo ou fragilizado da relação, que por vezes aparece na cultura atual, permitam-me discordar. Apresento dois motivos: em primeiro lugar o que determina uma paternidade não é necessariamente o aspecto biológico na participação do processo da vida, mas o vínculo que se estabelece quando se oferece amor e segurança; depois, a adoção é uma iniciativa do homem ou uma implicação de um vínculo (padrasto), e a paternidade, por excelência, sendo ela biológica ou não, é uma missão dada por Deus. Quando o anjo admoesta São José em sonho, afirma: “[...] ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus [...]” (Mt 1, 21), aqui Deus determina a missão paterna de José, pois um estranho não pode dar o nome à criança, apenas o pai. Assim, Jesus quis ter na terra não só uma mãe verdadeira, mas também um pai verdadeiro.

Ele é definido no evangelho como “o justo” (Mt 1, 19). Um conceito possível de justiça se encontra na ação de dar a cada um o que lhe pertence por direito. A justiça que emana do comportamento de São José ultrapassa essa máxima e alcança o nível da misericórdia, pois pelo direito judaico Maria deveria ser severamente punida por se presumir de sua gravidez um adultério, porém São José não a denuncia, mas pensa em deixá-la secretamente. Esta postura grandiosa merece a visita do anjo em sonho que elucida a ação divina na geração da gravidez de Maria.

Ele também é apresentado como um cuidadoso guardião, pois sua vida fica voltada para os cuidados com Jesus e Maria. Porém, José não se restringe a ser patrono da igreja doméstica de Nazaré, mas, seu patronato se estende para toda a igreja universal condensada naquele núcleo familiar sagrado. Por fim, recorramos a este grande protetor nas mais diversas situações difíceis, não percamos a oportunidade de desfrutar de seus cuidados paternos, sejamos aparados pelo glorioso São José.

Padre Nilton Francisco dos Santos
Pós Graduando em Mariologia pela Academia Marial de Aparecida em parceria com Faculdade Dehoniana

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