Por Ricardo Mendes Christiani Em Palavra do Associado Atualizada em 21 MAI 2020 - 08H47

Tempo Pascal com Maria Santíssima

Tenho a intenção de oferecer este pouco extenso e modesto artigo em testemunho da presença prudente e discreta de Nossa Senhora no mistério do Tempo Pascal, os cinquenta dias de alegria.

Cristo é Ressuscitado entre seus discípulos desde a manhã da Páscoa. É momento do Espírito Santo, sopro e força do Ressuscitado, dado aos apóstolos, para fazer seguir a obra do próprio Jesus Cristo. É momento da Santa Igreja, da nova humanidade, corpo de Cristo, que pelas aparições de Jesus para seus discípulos, regozija-se na convicção de sua presença até o fim dos tempos. É momento de Maria, Mãe do Ressuscitado, que se alegra pela vitória de seu Filho, a primeira entre os discípulos, testemunha da Ressurreição do Senhor, de sua Ascensão e de Pentecostes, presença sagrada nestas ocasiões.

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Ninguém duvida que Nossa Senhora é testemunha da Ressurreição de Jesus, seu Filho. Estar presente no cenáculo esperando o Espírito Santo é indispensável para provar que Maria, Mãe e discípula, não encerrou sua experiência ao pé da Cruz. Maria é a continuidade do mistério de Cristo na dimensão e ordem do Espírito, que se consagra na Páscoa e tem como ápice a efusão do Espírito Santo em Pentecostes. Maria enriquece, desenvolve e assume, da mesma forma que no Calvário, na Igreja nascente, também a figura de Mãe. Maria, a alegria da Nova Jerusalém, a Igreja nascente da Ressurreição.

A Ascensão do Senhor, quarenta dias depois da Ressurreição, festeja a gloriosa subida de Cristo à direita do Pai. Maria na Ascensão do Senhor é uma informação que a tradição nos passa. Maria é a centralidade entre os discípulos, olhando o Senhor ascendendo aos céus, é espetacular entre os apóstolos, caracterizando o aspecto eclesial desta presença, antecipando a espera de Pentecostes.

A imagem da Igreja na terra é Nossa Senhora, orante com as mãos para o céu invocando o Espírito Santo pela Igreja, esposa de Cristo. A partir da Ascensão do Senhor, a Santíssima Virgem roga com humildade que o Espírito Santo habite entre nós. A razão da participação de Maria neste mistério foi testemunhar o ato de entrada no mundo pela encarnação que ocorreu em seu ventre, recebendo a carne do Verbo elevado à glória do Pai, sendo por Deus introduzida no seio da Trindade. Maria é a prova que Cristo é glorificado, terminando com grande êxito as coisas visíveis de seu Filho na Terra. Maria que sentiu em seu seio a encarnação do Senhor é merecedora de vê-lo subir em magnificência.

São Lucas nos narra no Livro dos Atos dos Apóstolos a presença de Maria no Cenáculo de Pentecostes, coloca Maria no meio da vida apostólica, onde na hora da descida do Espírito Santo, ela está com os apóstolos. A efusão do Espírito é semelhante ao mistério da Anunciação, uma idêntica força provinda do alto, força que cobriu Maria com sua sombra, força que agora inunda os apóstolos. Nossa Senhora une o Cristo que encarna e a Igreja que nasce por meio do Espírito Santo como uma testemunha silenciosa, prudente e discreta, em que o Espírito de Pentecostes harmoniza e distingue. À espera do Paráclito, pela sua missão, solidariedade e carisma, Maria é a parte da Igreja com a função de congregar a todos na comunhão.

Em pleno exemplo de Maria para a Santa Igreja Católica, podemos viver o mistério do Tempo Pascal, vendo em Nossa Senhora tais mistérios e os comunicando ao mundo.

Ricardo Mendes Christiani
Associado da Academia Marial

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