No final do mês de maio em Roma será celebrado o Jubileu das Famílias. Também no Santuário Nacional, em sintonia com esse momento, dia 31 acontecerá a Romaria das Crianças - Devotos Mirins rezando o Terço na Casa da Mãezinha do Céu. Todas as nossas queridas crianças e seus familiares serão muito bem-vindos nessa Peregrinação. Então, vamos refletir um pouco sobre a Família como alicerce da Igreja.
Deus é família e nós somos a família de Deus. Ele mesmo a quis e a santificou. Se praticarmos a vontade do Pai, de Jesus seremos a família (Mt 12,49-50). Por isso, a humanidade tem a vocação de ser uma grande família. O futuro do mundo passa pela família. Esse maravilhoso presente de Deus é célula fundamental na sociedade e em seu seio deve cultivar espaços de oração, diálogo, perdão, carinho e outros bons e pequenos gestos que não deixarão o amor envelhecer e não se esquecerão da fonte.
O fundamento da família - comunidade de pessoas, está na Santíssima Trindade e cumpre a função reprodutiva, educativa, afetiva, social e religiosa. Esse núcleo de convivência e comunicação é uma instituição de salvação.
O nosso amado Papa Francisco, em sua Exortação Apostólica Amoris Laetitia, reza pedindo para que a Sagrada Família de Nazaré torne inclusive as nossas famílias lugares de comunhão e Cenáculos de oração, autênticas escolas do Evangelho e pequenas igrejas domésticas. Animados por essa prece queremos celebrar a vida em família, vivenciando a fé e evangelizando nas casas.
A sábia decisão do Profeta Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15), nos faz pensar na dimensão eclesial que cada família deve crescer no horizonte dessa consciência cristã e missionária. A família é Santuário da vida, é a esperança da sociedade, transformadora do coração do mundo. As famílias compartilhando a vida, buscando o bem do outro, demonstram o amor que se torna fecundo porque se alimentam da espiritualidade, da solicitude, da consolação e do estímulo. Tudo será diferente em nossas casas “se as Mães forem Maria, os Pais forem José e a gente se parecer com Jesus de Nazaré”. Vivendo assim renovamos a fraterna união.

Como é bom ter a minha família e experimentar o amor em cada passo, idade e etapa. A cultura do cuidado pelos membros é responsabilidade de todos e nos convida a voltar nossos olhares, especialmente àqueles que carregam a memória do passado, o tesouro da experiência e que ensinaram a religião. Benditos sejam os idosos que nos transmitiram a fé.
Portanto, “viver a Alegria do Amor é Missão da Família; a Igreja tem a tarefa de ajudar a cultivar este amor”. Com o amor a família vive, cresce e aperfeiçoa-se. Os casais que se casaram no Senhor “construíram a casa sobre a rocha do amor”, são um só coração, divinizam o amor humano num compromisso eterno no Sacramento do Matrimônio e buscam na Palavra de Deus a luz que guia o caminhar e fortalece os vínculos.
Ainda vale ressaltar que na bula de proclamação do Ano Santo um dos sinais de esperança é: “abertura à vida, com uma maternidade e uma paternidade responsáveis, é o projeto que o Criador inscreve no coração e no corpo dos homens e das mulheres, uma Missão que o Senhor confia aos cônjuges e ao seu amor: gerar novos filhos e filhas, o nascimento de crianças, como fruto da fecundidade do seu amor, isso dá futuro a toda a sociedade e é uma questão de esperança”.
Que a Família Divina abençoe nossas famílias, firmando-as na certeza do amor e na revolução da ternura.
Gratidão a você querido Devoto de Nossa Senhora, que assumiu a marca da alegria e a maior alegria é o amor de Ser Família!
Sinodalidade na Família
Ao longo dos séculos, a Santa Mãe Igreja, por meio de seu Magistério, convida os leigos a caminharem de forma conjunta. Entretanto, mesmo dentro da própria família, pode ser difícil produzir um espaço de comunhão e escuta. Na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de 1981, o Papa João Paulo II destaca a participação familiar na comunidade cristã como “Igreja Doméstica” (nº 21), sinal de sinodalidade e unidade.
Como posso exercer a sinodalidade na minha comunidade?
Entenda a relação entre a sinodalidade e a vida em comunidade.
Eucaristia, pão dos caminhantes
A Eucaristia, apresentada pela Igreja como fonte e centro da vida cristã, também fortalece a vivência da sinodalidade. Dom João Justino reflete sobre a importância da comunhão eclesial, da assembleia litúrgica e da celebração de Corpus Christi para a caminhada da Igreja.
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