Considerada a segunda mais importante festa do calendário cristão, o Natal celebra o nascimento de Jesus. Na data, “a Igreja faz memória da primeira vinda do Filho de Deus aos homens; e pela celebração dessa memória, alimenta a esperança da sua segunda vinda”. (CIC, 1.168) Tradicionalmente, o momento é comemorado pelas famílias, que fazem festa não só na mesa do altar, nas celebrações litúrgicas, mas também na mesa de suas casas, continuando uma tradição secular.
“Para São Francisco de Assis, essa festa tinha grande importância, tanto que ele a celebrava com muito júbilo e devoção, dizendo que, neste dia, todos deveriam se alegrar, a comida deveria ser farta, até os animais deveriam receber uma porção dobrada de seu alimento”, rememora o especialista em Teologia Pastoral, padre Luis Gustavo Benzi.
Além das comemorações, o momento também deve ser de reflexão para os fiéis. Desde os primórdios do Cristianismo, o mistério da Encarnação de Jesus foi encarado como o momento em que, por amor, Deus enviou seu Filho ao mundo (cf. Jo 3,16), fazendo-o caminhar com a humanidade.
“Acredito que o Natal é sim uma grande inspiração para a vivência da sinodalidade, pois Deus, como nos ensina São Paulo: 'Jesus Cristo, existin-do em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.' (Fl 2, 6-7). Ora, se compreendemos que a sinodalidade, conforme ensinada pelo Papa Francisco, de saudosíssima memória, é um modelo de Igreja que enfatiza o "caminhar juntos" através de escuta, diálogo e colaboração entre todos as pessoas, identificamos que Jesus, no Mistério do seu Natal, realiza exatamente isso e nos pede para fazermos a mesma coisa. Caminharmos juntos, com todos, indistintamente”, explica o religioso.
O Catecismo da Igreja Católica reforça essa visão ao recordar que “Jesus nasceu na humildade de um estábulo, de uma família pobre; são os simples pastores os primeiros a contemplar esta glória”. (525)
“Este é um gesto de um Deus que quer ser sinodal. Um gesto que foi compreendido e muito vivido na Igreja Primitiva, mas que, ao longo dos séculos, foi se esvaziando”, contextualiza padre Luis. “Deus espera que nós sejamos sinodais, porque nós somos seu povo, nós somos sua Igreja e a grande inspiração para que sejamos cada vez mais sinodais é contemplarmos o mistério do Natal, de um Deus que caminha conosco, em nossa carne, em nossa realidade”, completa.
Que tal aproveitar o Advento e o Natal para crescer no conhecimento sobre a Sinodalidade? Acesse a página especial de Sinodalidade e confira a catequese que o Santuário Nacional preparou para você.
Qual é a participação do Povo de Deus na caminhada sinodal da Igreja?
Um dos aspectos fundamentais da vida da Igreja é a missão. Por sua essência, ela foi um mandato de Jesus a seus discípulos.
Igreja, povo de Deus
O Concílio Vaticano II, especialmente pela Lumen Gentium, fundamenta a visão da Igreja como comunhão e inspira o atual Sínodo sobre a Sinodalidade, que busca aplicar essa eclesiologia na vida concreta das comunidades até 2028.
Como viver a sinodalidade na Quaresma?
Um período propício para a prática da sinodalidade é a Quaresma, um momento de reaproximação com Deus em sua infinita misericórdia.
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