Um dos documentos balizadores de nossa fé, o Catecismo da Igreja Católica (CIC), apresenta, em um de seus trechos, a magnitude dos bispos na preservação de nossa fé. A Sucessão Apostólica é o dom a serviço da Igreja que permite a transmissão da fé e da vida desde a sua origem na difusão do Reino de Cristo na terra (CIC nº 176). Com esta referência, podemos compreender alguns aspectos: a missão permanente em plena comunhão com Cristo.
Quando falamos em comunhão, lembramos dos contextos já apresentados a partir da sinodalidade. Conforme exposto no Evangelho de São Marcos, Jesus enviou os apóstolos para evangelizar em todos os lugares possíveis. Além disso, Ele se encontrava com eles para partilhar. “Os apóstolos se reuniram em volta de Jesus e lhe contaram tudo quanto tinham feito e ensinado” (Mc 6,30).
Em entrevista para a TV Aparecida, o arcebispo eleito de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, destaca a ligação do tema com os apóstolos de Jesus. “A sinodalidade, mais do que uma palavra, uma expressão, é um estilo, um jeito de ser, é caminhar juntos (...) é isso que Jesus quis de seus apóstolos e, também de nós, com todo o nosso povo, de a gente caminhar juntos. E quem é esse caminho? É o próprio Jesus Cristo”, explicou o arcebispo.
São os bispos que guardam a Tradição, desde os apóstolos até os dias atuais, em perfeita comunhão com toda a Igreja. “A pregação apostólica, que se exprime de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se, por uma sucessão contínua, até à consumação dos tempos” (Dei Verbum nº 8).
Tudo isso só acontece se estivermos unidos a Cristo. Também em declaração, Dom Mário Antônio relaciona esta posição. “Jesus não é mestre de discípulos isolados. Ele quer uma equipe em comunhão, em unidade. E a sinodalidade é esse caminhar juntos”, pontua o prelado.
Caminhar juntos só acontece se os fiéis estiverem em unidade com os pastores e em plena sintonia com a Igreja, como ensina o Concílio Vaticano II. “O Povo santo persevera unido aos seus pastores na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, na fração do pão e na oração” (Lumen Gentium nº 12).
Também os apóstolos aprendem com os fiéis nas mais diversas realidades das arquidioceses e dioceses. É o que afirma o administrador apostólico de Aparecida, Dom Orlando Brandes, ao relembrar a marca dos fiéis em seu episcopado. “Ao povo de Deus, eu aprendi muito com a fé do povo. E, assim, eu também cresci na minha fé com esse amado povo”, revela o bispo.
Relembrando o Relatório Final do Sínodo (2021 – 2024), Dom Orlando aponta o caminho para a missão permanente da Igreja. “A sinodalidade ajuda a nossa participação, a nossa comunhão e a nossa missão. Todos juntos”, propõe o administrador apostólico.
Os fiéis da “capital brasileira da fé”, como dizia São João Paulo II, aguardam a chegada do novo apóstolo confiado por Jesus na Arquidiocese de Aparecida e no Santuário Nacional, a Casa de Nossa Senhora.
Como viver a sinodalidade na Semana Santa?
Com o objetivo de colaborar nesta reflexão sobre a Semana Santa e a vivência sinodal, Dom Gilson Andrade, presidente do Regional Leste 1 da CNBB (RJ), contextualiza e nos orienta sobre a temática.
Qual é a participação do Povo de Deus na caminhada sinodal da Igreja?
Um dos aspectos fundamentais da vida da Igreja é a missão. Por sua essência, ela foi um mandato de Jesus a seus discípulos.
Igreja, povo de Deus
O Concílio Vaticano II, especialmente pela Lumen Gentium, fundamenta a visão da Igreja como comunhão e inspira o atual Sínodo sobre a Sinodalidade, que busca aplicar essa eclesiologia na vida concreta das comunidades até 2028.
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