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Revista de Aparecida

Conheça a história e o valor da Ladainha Lauretana

Escrito por João Pedro Ribeiro

31 MAI 2022 - 15H57 (Atualizada em 20 DEZ 2022 - 16H22)

Foto Vatican News

Santa Virgem das Virgens, Mãe de Jesus Cristo, Mãe da Divina Graça…”. Com diversas súplicas e elogios à Mãe de Deus, a Ladainha Lauretana continua a ser uma das principais orações dos devotos da Virgem Maria. Os 53 títulos de Nossa Senhora que compõem a oração são habitualmente proclamados após o fim da reza do Rosário. Mas qual a origem da Ladainha? Você sabia que ela se chama Lauretana? Qual o valor dela para os cristãos?

As ladainhas, palavra de origem grega (litaneia) que significa súplica, são uma tradição da Igreja desde os primeiros séculos da era cristã. No século IV, elas já apareciam na Missa antes do ofertório, na Vigília Pascal e nas orações e, no século VII, a Ladainha de Todos os Santos já estava fixada.

O Pe. Christian Moreira Coelho de Oliveira, pós-graduado em Mariologia pela Faculdade Dehoniana e Presbítero na diocese de Caratinga (MG), explica que a origem das ladainhas remonta às recomendações dadas pelo próprio apóstolo Paulo: “Antes de mais nada, eu te recomendo que se façam pedidos, súplicas, orações e ação de graças por todos”. (1Tm 2,1)

A reza da Ladainha se intensificou após o transporte milagroso da casa de Nossa Senhora em 1291. A tradição conta que os anjos a transferiram após a invasão da Terra Santa pelos Árabes. Ela se trasladou da Palestina primeiramente à cidade de Trsat, na Croácia, e depois à cidade de Loreto, na Itália.

A partir do milagre, a pequena cidade italiana tornou-se um importante destino de peregrinação e as frequentes súplicas à Virgem Maria renderam o nome de Ladainha Lauretana ao conjunto de preces dirigidas a Deus e a Nossa Senhora, que fazem parte da vida cristã até hoje.

No século XVII, o Papa Clemente XIII estabeleceu a Ladainha para toda a Igreja por meio de um decreto papal e, desde o século XVI, o texto dessa oração tem tido acréscimos. Em 2020, o Papa Francisco adicionou as invocações “Mãe da Misericórdia, “Mãe da Esperança” e “Conforto dos Migrantes”.

O Pe. Christian Oliveira reforça a natureza peregrina e divina da Ladainha, já que ela surge em um contexto de procissão. “Ela lembra a questão da peregrinação. Porque Loreto é um local de peregrinação. Maria, através da Ladainha, nos lembra que nós somos um povo de Deus a caminho. Nós estamos caminhando rumo à Comunhão com a Santíssima Trindade”.

Ele ainda destaca que a Ladainha guarda um grande tesouro: ela é uma das chaves para a proximidade e a intimidade com Deus e a Virgem Maria, tanto no crescimento espiritual quanto nas peregrinações da vida, em especial à Casa da Mãe. “Rezarmos a Ladainha é dizermos que estamos a caminho, com Maria para a Comunhão plena com o Pai na Glória. (..) O Santuário de Aparecida, para nós, lembra que somos todos romeiros rumo ao céu”.

A Ladainha Lauretana recorda os cristãos dos privilégios de Maria: a Maternidade divina, a Virgindade perpétua e a Assunção aos céus. Através das maravilhas que Deus realizou na vida de Maria, proclamados em suas súplicas, os devotos de Nossa Senhora podem também recorrer à piedade da Mãe de Deus durante os desafios e alegrias de suas vidas.


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