Fonte e centro de toda a vida “cristã”, é assim apresentada a Eucaristia pela Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II, Lumen Gentium, de 1964. Ela é o ponto ápice de nossa fé e se conecta intimamente com toda a vida da Igreja. Nesse sentido, a Eucaristia pode ser compreendida como um verdadeiro sinal e alimento da sinodalidade na Igreja?
O arcebispo de Goiânia e 1º vice-presidente da Conferência Nacionaldos Bispos do Brasil (CNBB), Dom João Justino de Medeiros Silva, relaciona as temáticas. “Não pode haver sinodalidade na Igreja se a Igreja não viver da Eucaristia, que é o momento por excelência em que nós, como comunidade eclesial, como assembleia litúrgica, celebramos o Mistério Eucarístico. Da Tradição, vem a expressão de que a Eucaristia faz a Igreja, e a Igreja faz a Eucaristia”, ressalta Dom João Justino.
Peregrinos caminham em direção a diversas comunidades em todo o mundo, rumo a este sacramento, o pão dos anjos e alimento dos fiéis que sustenta toda a caminhada cristã. São Paulo, em sua Carta aos Coríntios, destaca: “porque existe um único pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, visto que todos nós participamos de um único pão” (1Cor 10,17).
A comunidade reunida, em torno de seus pastores, é convidada a participar desse mistério, fonte de uma caminhada conjunta, como menciona a Sacrosanctum Concilium (nº10), documento litúrgico do Concílio Vaticano II. “Podemos dizer que a Igreja sinodal faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja sinodal. Existe aqui essa proximidade muito grande entre o sentido da sinodalidade e o sentido da assembleia litúrgica. Gosto muito daquela expressão do Senhor: onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles”, completa o arcebispo de Goiânia.
Em torno dessa centralidade, a Igreja celebra todos os anos, de forma especial, a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, neste ano no mês de junho. Corpus Christi é a celebração de ação de graças em que os fiéis são convidados a reafirmar e defender a fé na presença real de Jesus na Eucaristia: “Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56).
Além disso, no ano de 2027, a Igreja no Brasil terá a oportunidade de vivenciar, na cidade de Goiânia (GO), o 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que acontecerá entre os dias 3 e 7 de setembro. O tema da edição será “Hóstias vivas, no mundo, paraa glória do Pai”. O momento será uma oportunidade para vivenciar o pão dos caminhantes em uma realidade sinodal, com a presença de diversos peregrinos de todo o país.
“A Eucaristia nos ajuda quando estamos abertos a esse mistério e a descobrir como podemos fazer o melhor de nós mesmos, escolhendo sempre a favor do Reino de Deus”, conclui Dom João Justino.
Maria, um exemplo de sinodalidade
O Magistério da Igreja é amplo ao apresentar a presença de Maria na história da salvação. Ela é modelo de virtudes, fé e perseverança para os cristãos, como destaca a Constituição Dogmática Lumen Gentium, de São Paulo VI, publicada em 1964.
Maria, o rosto sinodal da Igreja
O texto apresenta Maria como modelo de Igreja sinodal, destacando seu papel de comunhão, escuta e missão, inspirando os fiéis a viverem unidos na fé e a levar Cristo ao mundo.
A Sinodalidade na Assembleia Geral da CNBB
Um dos temas debatidos na 62º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é a sinodalidade e sua aplicação prática. Neste ano, o evento acontece entre os dias 15 e 24 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Até 2028, toda a Igreja caminha para o processo de implementação do relatório final do Sínodo sobre a Sinodalidade. Mas, de forma concreta, como é edificado esse método e conceito na Assembleia Geral?
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.