A Igreja está sempre a caminho. Ela é, por sua essência, peregrina, pois tem sua pátria verdadeira no Reino dos Céus, “pois não temos aqui uma cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13,14). “A Igreja «prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus», anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cfr. Cor 11,26)” (LG, 8).
Nos últimos anos, a partir do percurso sinodal, vivido pela Igreja desde 2021, essa compreensão tem amadurecido nas paróquias e comunidades de todo o mundo, aprofundando a dinâmica da Sinodalidade. “É o caminho que exige que cada um reconheça sua dívida e seu tesouro, sentindo-se parte de um todo”, afirmou o Papa Leão XIV na Vigília de Pentecostes deste ano, celebrada na Praça São Pedro, no Vaticano.
A fala do Santo Padre retoma os ensinamentos de seu antecessor, Francisco. Em 02 de outubro de 2024, na abertura da primeira Congregação Geral do Sínodo sobre a Sinodalidade, realizado no Vaticano, o pontífice argentino convidou os fiéis "a reconhecer que a Igreja, semper reformanda, não pode caminhar e renovar-se sem o Espírito Santo e as suas surpresas, sem se deixar modelar pelas mãos de Deus criador, do Filho, Jesus Cristo e do Espírito Santo".
Para Bergoglio, mais do que um slogan, "caminhar juntos é um processo em que a Igreja, dócil à ação do Espírito Santo, sensível no acolhimento dos sinais dos tempos, se renova continuamente e aperfeiçoa a sua sacramentalidade, para ser uma testemunha crível da missão a que foi chamada, de reunir todos os povos da terra no único povo esperado no final, quando o próprio Deus nos fará sentar no banquete que Ele preparou".
Presente no encontro com o Papa, o bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, se recorda bem das palavras do Santo Padre e de seu impacto na vida da Igreja mesmo após quase um ano de seu discurso. “O Papa quer ressaltar ou realçar o aspecto do Sínodo mais como um processo do que propriamente como um evento”, explica o prelado.
Para a Igreja, o Jubileu de 2025 é a oportunidade de retomar a ideia de uma Igreja que se põe a caminho. O tema “Peregrinos da Esperança”, unido aos sinais do Ano Santo, são símbolos dessa realidade.
“O símbolo eloquente da Porta Santa atravessada pelos fiéis, aqui em Roma e em todas as igrejas locais, nos lembra que somos todos peregrinos, todos a caminho, chamados juntos a uma união mais profunda com o Senhor Jesus e à disponibilidade para o poder da sua graça, que transforma nossas vidas e o mundo em que vivemos”, recordou Francisco em um encontro com estudantes, em 20 de setembro de 2024, no Vaticano.
No Brasil, o Santuário Nacional é uma imagem visível desta característica “caminhante” da Igreja. Em 2024, mais de nove milhões de peregrinos visitaram o maior templo dedicado à Virgem Maria no mundo, sinal de uma “Igreja que caminha nas estradas do mundo rumo ao céu, cada dia renovando a esperança” (Oração Eucarística V).
A transmissão da fé na missão permanente da Igreja
A sucessão apostólica garante a transmissão da fé na Igreja, vivida em comunhão e sinodalidade, com os bispos como guardiões da Tradição desde os apóstolos.
Como viver a sinodalidade na Semana Santa?
Com o objetivo de colaborar nesta reflexão sobre a Semana Santa e a vivência sinodal, Dom Gilson Andrade, presidente do Regional Leste 1 da CNBB (RJ), contextualiza e nos orienta sobre a temática.
Qual é a participação do Povo de Deus na caminhada sinodal da Igreja?
Um dos aspectos fundamentais da vida da Igreja é a missão. Por sua essência, ela foi um mandato de Jesus a seus discípulos.
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