Na Bula de proclamação do Ano Santo de 2025, o +Papa Francisco definiu o dia 06-01-2026, Festa da Epifania do Senhor, como fim do ano jubilar. Estamos na trajetória final desse tempo santo que veio reavivar nosso discipulado na fé em Jesus Cristo. A Porta Santa ficou aberta como símbolo jubiloso da acolhida e do perdão. A experiência viva do amor de Deus despertou-nos na esperança segura da salvação em Cristo. (Bula 6) A Epifania é ensino bíblico sobre a divindade messiânica de Jesus Cristo.
Os magos eram assessores das cortes reais do Oriente. Pode ser: Arábia, Mesopotâmia, Babilônia, ou o Império Persa. O interesse deles era as pesquisas de tradições religiosas conservadas nas esperanças dos povos, sobre um mundo mais justo. É possível que, em contato com emigrantes judeus, os chamados Reis Magos tivessem conhecimento das profecias bíblicas sobre a vinda de um Messias. Ou um salvador universal, portador das esperanças por um desejado mundo mais justo. É certo que os magos referidos no Evangelho de São Mateus tinham importância político-social. Eram versados em estudos da astrologia ou da astronomia do seu tempo. Saíram, pois, do Oriente a caminho de Jerusalém observando a posição de uma estrela misteriosa no céu. Acharam que ela poderia ser um sinal celeste anunciando a vinda de um personagem importante para o destino dos homens. Perguntaram pelo: “rei dos judeus que acabara de nascer” (Mt 2,2). O rei Herodes soube dos sacerdotes que o local do nascimento do Messias prometido seria Belém. Os magos prosseguiram a jornada e lá encontraram o Menino Jesus com sua mãe, Maria. E prostrando-se em adoração, ofereceram-se os presentes: ouro, incenso e mirra.
A Tradição cristã deduziu que eles eram três, a partir dos presentes citados. E os nomes: Gaspar, Melchior e Baltasar, poderiam se referir às três maiores raças humanas então conhecidas. Esses detalhes não estão na Bíblia. Os três presentes que ofereceram ao menino recém-nascido, após adorá-lo, aludem de certo modo à identidade messiânica de Jesus. À sua missão. O ouro simboliza a soberania (ele descende do grande rei Davi); o incenso representa a divindade (é Filho do Altíssimo); a mirra é sinal da redenção através do sofrimento e da dor. A reflexão cristã do começo da Igreja viu nesse episódio bíblico da visita e adoração dos magos, a certeza de que a fé em Jesus Cristo estava aberta a todas as nações.
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