A festa do Natal tem uma mensagem que povos não cristãos sabiam valorizar. Era o “solstício”, a saída do sol cada vez mais cedo, e aos poucos superando noites mais longas, escuras e frias. No hemisfério Norte começava por volta do dia 24 de dezembro, e no Sul, 23 de junho. As estações do ano eram festejadas. Ficava evidente que o sol trazia consigo flores e frutos, chuvas e estiagens. Dava fertilidade à terra. A mensagem velada era que a ‘natureza-mãe’ cuidava do mundo.
O olhar cristão viu nesses sinais da natureza o sentido mais profundo da presença de Deus entre nós. E Jesus, a Palavra criadora de Deus encarnado, é celebrado no Natal como esse sol que vem provocar a fecundidade da vida no mundo. A escuridão impede ver os caminhos de vida, e Jesus é a Luz de Deus que não foi vencida pelas trevas. Ela ilumina todo ser, embora muitos não a reconheçam (Jo 1,4-13). Países europeus, como a Itália, celebram menos o Natal e mais o sentido da Luz que nos guia na festa da Epifania. Ali a Luz se faz Estrela-Guia que orienta reis sábios (magos) a conduzirem as riquezas e dores da Humanidade segundo a manifestação de Deus em Jesus.
Hoje os tempos são outros. A luz elétrica afasta a experiência do escuro. As técnicas de produção ofuscam a fertilidade da natureza. E muitos interesses econômicos zombam da Estrela-Guia que ousa sugerir melhor partilha dos bens e solidariedade com os que sofrem. Parece que o Natal virou um grande jogo de mercado. Perdemos o sentido do Natal?
Nem tanto. Notem que o miolo da festa são os “presentes”. Embora aproveitados pelo comércio, continuam sendo uma síntese do sentido cristão do Natal, onde Deus se faz presente e presença para nós. Então, o segredo maior da mensagem cristã do Natal ainda está ali nos presentes. É preciso garantir a gratuidade. Atitudes e gestos são mais fortes quando vamos além da troca de presentes entre familiares e roda de amigos. Ações humanitárias em gru-po, por exemplo, são iniciativas boas e atraem muito os jovens. As crianças requerem uma atenção especial, para não serem entulhadas de presentes e alimentarem o egoísmo. Natal é festa e ocasião para aprender muito.
"Jesus, a Palavra criadora de Deus encarnado, é celebrado no Natal como esse sol que vem provocar a fecundidade da vida no mundo"
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