A liturgia da Igreja é marcada pela presença de muitos símbolos. Muitos deles, aos serem utilizados por algum membro da comunidade eclesial, indicam o serviço ou ministério que ele exerce em favor de todo o povo de Deus. Entre os símbolos encontra-se o báculo episcopal.
Ao ser eleito para o exercício do ministério episcopal, o bispo, no dia de sua ordenação, recebe o báculo. A oração de entrega desse sinal na celebração, testemunha o que ele simboliza para o novo epíscopo e demais membros da Igreja. O bispo ordenante assim reza: “Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo, a fim de apascentares a Igreja de Deus”.
O báculo entrou na história da liturgia no século VII. O termo nos remete à palavra latina baculum, que significa bastão ou cajado. A sua adoção e entrega ao bispo no dia da ordenação remete-nos ao exercício do pastoreio que esse deve exercer, a exemplo de Cristo. Em diversas passagens bíblicas, Cristo é apresentado como o pastor, enviado pelo Pai, a fim de que todos os homens e mulheres sejam Nele salvos.
Na essência do episcopado está a dimensão do cuidado que a Igreja deve ter com cada um dos seus membros. O bispo, a exemplo do Bom Pastor Jesus, não veio para servir a si mesmo, mas para conduzir a comunidade eclesial ao encontro do seu Senhor. Por isso, ao receber no dia de sua ordenação um báculo, faz-se necessário anotar que publicamente o bispo assume a missão de cuidar e trazer para dentro do redil todas as ovelhas que estão perdidas.
Com seu cajado, o bispo exerce a pastoralidade de sua missão. Promove a unidade da parcela do povo de Deus a ele confiada. Educa por meio da pregação e convida todos a uma vida de santidade, por intermédio da celebração dos sacramentos. Aqui se observa claramente que o báculo não representa um poder, mas um serviço a ser exercido na caridade.
Esse sinal é tão significativo para um bispo que, ao assumir uma Igreja Local, ele recebe como marca do início do seu ministério o báculo. Em primeiro lugar, esse símbolo o recorda de que de forma amorosa ele precisa exercer sua função de pai e pastor. Em segundo lugar, o símbolo recorda a toda a comunidade reunida que um rebanho não pode caminhar sem a presença de um bom pastor. Uma Igreja Local jamais poderá estar acéfala.
Nos bispos eleitos para o governo de nossas Igrejas Locais, devemos contemplar a figura do Cristo que cuida e conduz a todos ao encontro com o Pai. Naqueles que são colocados diante de nós como pastores, contemplamos a Imagem de Cristo, que guia sua Igreja com mão amorosa e coração misericordioso.
O pálio episcopal, um sinal de serviço
O texto explica o significado do pálio episcopal como símbolo de unidade, serviço pastoral e missão da Igreja, destacando a imposição da insígnia ao novo arcebispo de Aparecida.
Bendito o que vem em nome do Senhor
O texto explica o processo de renúncia e sucessão de bispos na Igreja, destacando a importância da acolhida, da oração e da comunhão na chegada de um novo pastor.
Tríduo Pascal: o coração do ano litúrgico
O Tríduo Pascal celebra, ao longo de três dias, o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, culminando na renovação da fé e da vida da Igreja.
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