Na liturgia da Igreja, os sinais sensíveis, unidos às palavras e gestos, nos ajudam a celebrar e atualizar o mistério da nossa salvação. Em cada celebração litúrgica pelos ritos e pelas preces, nos aproximamos do Senhor. Nos deixamos envolver pelo seu Espírito, e por meio do seu Filho a ele prestamos culto. Para a comunidade eclesial não existe celebração sem a existência de alguém que a preside em nome de Cristo e em nome da Igreja. Aquele que preside exerce uma função mistagógica e testemunha o serviço que exerce no seio da comunidade eclesial.
Como sabemos, o primeiro presidente dos sacramentos e sacramentais são os bispos. Por força do mistério que receberam, no dia da ordenação, são chamados a serem pastores. Desse modo, exercem um tríplice múnus, a saber: educar, santificar e governar. Tudo isso é realizado a partir de uma experiência mística, pois, animados pelo Espírito que os bispos buscam em Cristo a grande fonte de inspiração para servir ao povo de Deus.
O bispo educa por meio da pregação do evangelho. Anunciando a Palavra de Deus, tornando-a clara a todos os membros da comunidade eclesial. Como cabeça de uma Igreja local, o bispo é motivado a promover, por meio do anúncio do evangelho, a unidade de todo o povo de Deus.
Já na celebração dos sacramentos o bispo procura santificar todo o corpo eclesial. Aqui fica-nos evidente que a santidade não é apenas para alguns, mas é uma vocação universal e que deve ser buscada por todos os cristãos.
Ao bispo ainda cabe o serviço do governo de uma parcela do povo de Deus. Esse serviço se dá sempre na caridade e à luz do Espírito do Senhor. No ato de governar, aquele que está a serviço de uma diocese é chamado a fazer crescer o número daqueles que fazem parte da família de Deus, e que são chamados a terem os seus mesmos sentimentos.
Como sinal do serviço que presta à Igreja, o bispo recebe no dia da sua ordenação a mitra. Uma veste litúrgica que recorda a função do pastor, que pelo testemunho de sua vida é chamado a revelar a glória do Senhor. Por isso, o bispo, com seus atos e gestos, deve conduzir todos os batizados ao encontro do Senhor.
A mitra é uma insígnia utilizada pelo bispo em sua cabeça, nas ações litúrgicas. Ela tem o formato bicúspide. As pontas voltadas para o alto nos indicam de onde procede o poder do epíscopo. As duas ínfulas, que pendem dela, indicam que aquele que é chamado a presidir uma Igreja Local precisa conhecer bem as Sagradas Escrituras, a fim de exercer sua função de ensinar e santificar o povo a ele confiado.
Ao Pai rezamos, como Igreja em oração, para que nossos bispos sirvam ao Senhor e a seu povo no exemplo do Bom Pastor, Jesus. Sejam suas vidas um sinal do cuidado do Pai para com seus filhos e filhas.
O báculo: um sinal do bispo pastor
O texto explica o significado do báculo episcopal como símbolo do serviço pastoral do bispo, chamado a guiar, cuidar e conduzir o povo de Deus à luz do exemplo de Cristo.
O pálio episcopal, um sinal de serviço
O texto explica o significado do pálio episcopal como símbolo de unidade, serviço pastoral e missão da Igreja, destacando a imposição da insígnia ao novo arcebispo de Aparecida.
Bendito o que vem em nome do Senhor
O texto explica o processo de renúncia e sucessão de bispos na Igreja, destacando a importância da acolhida, da oração e da comunhão na chegada de um novo pastor.
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