Certamente você já ouviu falar sobre sinodalidade. O termo, que se popularizou a partir de 2021 com a realização do Sínodo sobre a Sinodalidade, ainda gera dúvidas sobre seu significado.
Mais do que uma palavra difícil, a sinodalidade é definida pelo Papa Leão XIV como “um estilo, uma atitude que nos ajuda a ser Igreja”, como afirmou o pontífice durante uma reunião com o 16º concílio ordinário do Sínodo em Roma, em 26 de junho.
O pensamento do romano Pontífice retoma a ideia de seu antecessor, Francisco. Em um encontro realizado em setembro de 2021 com clérigos da Diocese de Roma, Bergoglio afirmou que “a sinodalidade expressa a natureza da Igreja, a sua forma, o seu estilo, a sua missão. E por isso falamos de Igreja sinodal, evitando, no entanto, considerar que seja um título entre outros, um modo de pensá-la que prevê alternativas”, definiu o papa, morto em abril deste ano.
“Sinodalidade quer dizer a gente viver em harmonia com os diferentes”, define o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes. “A sinodalidade é como uma grande orquestra com instrumentos diferentes, quer dizer, carismas diferentes, mas em harmonia”, completa.
Do conceito à prática
A sinodalidade possui desdobramentos práticos que, na visão de Dom Orlando, “ajuda a nossa participação, a nossa comunhão e a nossa missão”. De acordo com o prelado, eles podem ser aplicados em diferentes situações da vida cotidiana.
“O casamento, a família é também uma oportunidade ímpar para a gente viver a sinodalidade. Os irmãos entre si, marido e mulher entre si, pais e filhos, vivendo a sinodalidade no dia a dia”, destaca o religioso.
“No lugar do nosso trabalho nós não somos inimigos, nós não somos estranhos. Onde trabalhamos, na fábrica, seja onde for, a gente se sentir família, caminharmos juntos, se dar bem”, continua.
Para isso, antes de tudo, é preciso reconhecer o valor do outro e estar aberto às contribuições do próximo. “A sinodalidade supõe escuta, muita escuta, muito diálogo, para chegarmos a essa convivência dos diferentes, mas sempre respeitando a dignidade do outro”, finaliza o arcebispo.
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Maria, o rosto sinodal da Igreja
O texto apresenta Maria como modelo de Igreja sinodal, destacando seu papel de comunhão, escuta e missão, inspirando os fiéis a viverem unidos na fé e a levar Cristo ao mundo.
A Sinodalidade na Assembleia Geral da CNBB
Um dos temas debatidos na 62º Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é a sinodalidade e sua aplicação prática. Neste ano, o evento acontece entre os dias 15 e 24 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Até 2028, toda a Igreja caminha para o processo de implementação do relatório final do Sínodo sobre a Sinodalidade. Mas, de forma concreta, como é edificado esse método e conceito na Assembleia Geral?
A dignidade comum dos Batizados à luz da Sinodalidade
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