Derivado do latim, Pallium, o pálio é uma peça de lã em formato de “Y”, sendo uma das insígnias episcopais utilizadas pelos arcebispos e, também, pelo Sumo Pontífice. Usada nas celebrações litúrgicas, ela é colocada sobre os ombros dos arcebispos metropolitanos durante a Celebração Eucarística no Vaticano.
No próximo dia 29 de junho, data em que a Igreja celebra os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva, recebe o pálio com a imposição do Papa Leão XIV, na Basílica de São Pedro.
“Receber o pálio das mãos do nosso Papa Leão XIV é um sinal, primeiro, de comunhão, de unidade na nossa Igreja. (...) É um sinal também de serviço, de compromisso com a Igreja, de estar sempre disposto a amar e servir a exemplo de Jesus Cristo”, afirma o arcebispo.
Especialista em liturgia, o Missionário Redentorista Padre Rodrigo Arnoso explica o significado da insígnia. “O pálio tem uma tradição muito antiga, nos remete aos primeiros séculos da Igreja. Nós olhamos as imagens de alguns Padres da Igreja, eles trazem este objeto que pende do pescoço. O pálio nos recorda uma ovelha, a ovelha que o pastor é chamado a carregar sobre os seus ombros”, comenta.
“No pálio existem seis cruzes, essas cruzes recordam as chagas de Jesus Cristo, por isso nós colocamos no pálio três alfinetes que lembram aqueles pregos que foram presos (...) nas mãos e nos pés de Jesus Cristo. Mas o pálio também representa a unidade de uma Igreja, o pastor que é chamado a unir os pastores que estão ali naquela província eclesiástica”, ressalta.
O Cerimonial dos Bispos, em seu cânon 62, destaca como o prelado utiliza o pálio e em quais celebrações. “O arcebispo residencial, (...), reveste-o por cima da casula, dentro do território da sua jurisdição, quando celebra a Missa estacional, ou pelo menos quando celebra com grande solenidade, e ainda nas ordenações (...) na consagração de virgem, na dedicação de igreja ou de altar”.
Como são produzidos os Pálios?
No início de todos os anos, o Santo Padre abençoa os cordeiros que serão tosquiados para a confecção dos pálios. Neste ano, o Papa Leão XIV abençoou os animais na Capela Urbano VIII, dentro do Palácio Apostólico, no Vaticano.
“Esta lã é recolhida no dia 21 de janeiro, festa de Santa Inês, uma grande Santa que se fez toda de Deus. (...) A lã é entregue a um grupo de religiosas, monjas, e depois então são confeccionados os pálios, que são levados para a Basílica de São Pedro e são depositados junto à tumba ou ao túmulo de São Pedro”, explica o Padre Rodrigo.
Quando o arcebispo muda de território, o pálio é trocado?
Segundo o religioso, “quando um bispo troca de arquidiocese, ele recebe novamente um novo pálio, porque ele mudou de Igreja. Não mudou a sua fé, nem mudou da Igreja Católica, mas ele mudou de uma Província Eclesiástica para outra. Ele agora vai servir uma nova parcela do povo de Deus, por isso ele recebe novamente este sinal como um momento de entrega da sua própria vida a este novo serviço que o Senhor lhe confia”, esclarece.
Como o Papa recebe o pálio?
Durante a Santa Missa de Início de Pontificado, ou também chamada de inauguração do Ministério Petrino, o Santo Padre recebe o pálio, com a imposição do Cardeal protodiácono, na Praça São Pedro.
No caso do pálio, o Papa Leão XIV recebeu das mãos do Cardeal Dominique Mamberti, o mesmo que anunciou o Habemus Papam.
Conheça mais sobre o pálio no artigo sobre Liturgia
Na Revista de Aparecida, você pode conferir o artigo sobre Liturgia do Padre Rodrigo Arnoso C.Ss.R, com mais curiosidades sobre o pálio episcopal. Leia agora mesmo, clique aqui.
Museu Nossa Senhora Aparecida – 70 anos de história
Já pensou em ver de perto as insígnias episcopais? No Museu Nossa Senhora Aparecida, localizado no Santuário Nacional, o devoto pode conhecer além do pálio, outras como: o anel, a cruz peitoral, o báculo, a mitra e o solidéu.
Neste ano, o museu completa 70 anos de fundação no mês de setembro, uma oportunidade de conhecer de perto a história do Santuário e, também, a devoção à Mãe Aparecida. Conheça mais sobre o museu, clique aqui.
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