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Revista de Aparecida

Os humildes, sempre os humildes!

Escrito por Pe. Ferdinando Mancílio, C.Ss.R.

28 NOV 2025 - 07H00 (Atualizada em 15 DEZ 2025 - 13H48)

Wikimedia Commons

É interessante e muito belo pensar o dom da esperança no coração dos Pastores, sim, dos Pastores que foram visitar Jesus em Belém.

Esse encontro se deu num palácio? Não; foi num estábulo, sinal de humildade e de fragilidade. Ali encontraram o poder de Deus que salva a humanidade! Naquele lugar reservado aos humildes, nasce o mais esperado de toda a humanidade: o Messias, o Salvador.

Jesus é nossa esperança, e feliz quem se encontra em Belém, em Nazaré, nas grandes cidades e no seu próprio coração.

Assim como podemos ver em toda a Sagrada Escritura, Deus não se manifesta no barulho, no clamor, mas no silêncio. Silêncio de Belém, de Nazaré, do coração que ama. Você há de concordar comigo que vivemos num mundo barulhento demais; e como custa o silêncio, e nele encontramos a paz. Os Pastores, humildes, encontraram no silêncio, a vida e a salvação: Jesus.

A falta de um lugar digno para Jesus nascer o levou ao nascimento num estábulo. Deus não vem ao mundo por meio de grandes eventos, proclamações, e sim começa seu êxodo neste mundo por meio da humildade. E ali os humildes Pastores souberam acolher Jesus.

Eles foram os primeiros a receber a Boa Notícia. Essa notícia abriu o coração daqueles pobres homens, e como deveria abrir o nosso coração.

Será que não andamos ocupados a fazer tantas coisas, que não temos tempo para nos encontrarmos com Jesus? Às vezes parece que é isso que acontece: não temos tempo para Deus.

Os pobres sempre têm tempo para Deus, sabem acolher o mistério da encarnação. Sabem que a esperança é Ele, o próprio Jesus. Só Nele, eu e você, a humanidade inteira poderemos renovar o mundo e transformar a vida, sempre cheios de paz e de esperança. Por isso, que os Pastores voltaram para seu destino “cantando glórias, louvores a Deus”.

Em toda essa verdade permanece a humildade. Sem ela não é possível alcançar a grandeza do mistério. Os Pastores, com sua atitude, nos ensinam, pois foi assim que viveram e acolheram o mistério de Deus.

Olhemos para nós mesmos e tenhamos a coragem dos Pastores que depositaram a esperança no coração do Cristo e foram felizes. Será que estamos dispostos a viver a ternura de Deus que se manifesta nos simples e nos humildes? Sempre será tempo e hora de mudar a nós mesmos.

O Ano Jubilar, que já se aproxima de seu final, nos levou a fazer a grande experiência da esperança, a experiência dos humildes de Deus. Que seus efeitos continuem a nos trazer paz e esperança.

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