Por Martín Ugarteche Fernández Em Artigos

A devoção ao nome de Jesus está na Bíblia. Vem saber mais!

A memória do nome de Jesus, celebrada pela Igreja oito dias depois do Natal, tem certamente a sua história, para a qual contribuíram figuras proeminentes da Igreja Católica, como São Bernardo e São Bernardino de Sena.

Shutterstock/ Sutham
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Eu queria, porém, fazer referência aqui às raízes bíblicas da devoção ao nome de Jesus e a uma bela reflexão do Papa Emérito Bento XVI sobre o nome de Jesus.

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Em primeiro lugar, no Evangelho de Lucas, vemos como o Anjo, na passagem da Anunciação, diz a Maria:

“Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus”  (Lc 1,31).

Também no Evangelho de Mateus, o Anjo diz a José, em sonhos:

“Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”  (Mt 1,21).

Sabemos, novamente pelo Evangelho de Lucas, que “quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, conforme o chamou o Anjo antes de ser concebido”  (Lc 2,21).

Uma outra referência bíblica importante encontramos na carta de São Paulo aos Filipenses, num cântico que muito provavelmente o Apóstolo recolheu das celebrações litúrgicas das primeiras comunidades cristãs:

“Por isso Deus soberanamente o elevou e lhe conferiu o nome que está acima de todo nome, a fim de que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, sobre a terra e sob a terra”  (Fl 2,9-10).

Finalmente, São Pedro, nos Atos dos Apóstolos, na cura de um aleijado, na porta do Templo, diz:

“Nem ouro nem prata possuo. O que tenho, porém, isto te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazoreu, anda!”  (At 3,6).

Shutterstock/ Azindianlany
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O Papa Emérito Bento XVI, no seu livro sobre a infância de Jesus, e comentando a passagem do sonho de José, afirma que a explicação do anjo contém a essência da missão de Jesus: “salvará o seu povo dos seus pecados”. Esta missão será confirmada por São João Batista, quando, apontando para Ele dirá:

“Eis o Cordeiro de Deus”  (Jo 1,37), frase que ouvimos diariamente na Santa Missa, antes da comunhão, com seu sentido completo: “... que tira o pecado do mundo”.

Na famosa passagem da cura do paralítico (mas não somente nessa, aqui damos apenas um exemplo) vemos Jesus realizando essa sua missão. Em primeiro lugar, Ele perdoa os pecados do paralítico. Somente depois lhe concede a cura, para que todos percebam que Ele realmente tem poder para perdoar pecados.

Renovemos hoje a nossa confiança e devoção ao nome de Jesus, e a nossa confiança Naquele que nos salva do pecado e da morte.

Escrito por
martín ugarteche (Arquivo Pessoal)
Martín Ugarteche Fernández

Nasceu em Lima, Peru, no ano de 1978. É membro do Sodalício de Vida Cristã desde 1996. Desde 2001 mora em Petrópolis, na Comunidade Sodálite "Mãe da Reconciliação", onde desenvolve diversos projetos de formação e evangelização da cultura. É professor de filosofia na Universidade Católica de Petrópolis, onde leciona Ética, Lógica e Filosofia da Natureza.

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