Por Luciana Gianesini Em Artigos Atualizada em 13 MAI 2019 - 15H19

Contemplação, pureza e testemunho: As três virtudes dos pastorinhos de Fátima

“A treze de maio, na cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria!” 🎶

Certamente, você já ouviu essa música em algum momento. E, provavelmente, sabe que ela fala de um fato que ocorreu há mais de cem anos, certo? “Mas o que isso tem a ver com a minha vida, tão corrida e cheia de novidades, o tempo todo?” Explico já!

Acontece que, em 13 de maio de 1917, no interior de Portugal, Nossa Senhora fez um povo inteirinho parar tudo o que estava fazendo, deixar de lado toda a correria das atividades diárias para ver e ouvir o que ela tinha a dizer. E tudo começou com três crianças!

“Ah, mas quem é que presta atenção em criança?” Pois é. Muitas vezes, a gente ignora, mas em geral, elas têm muito a nos ensinar. E hoje, Dia de Nossa Senhora de Fátima, trazemos três lições que essas humildes criancinhas portuguesas nos ensinaram há mais de cem anos, mas continuam atuais. Se liga só!

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De Francisco, a contemplação



O menino Francisco Marto tinha 8 anos quando viu Nossa Senhora, junto com sua irmã e sua prima.

Era quietinho, reservado, gostava de rezar sozinho, escondido. “Mas, quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará”. (Mateus 6,6)

Ele dizia que sentia a presença de Deus, mas não entendia bem como Ele era. Com sua escuta atenta, entretanto, ele não ouviu o que dissera a Virgem de Fátima, mas apenas a viu. E encantou-se com tamanha beleza!

De Jacinta, a pureza



Jacinta Marto era irmã de Francisco, e a menorzinha dos três pastorinhos. Tinha somente 7 anos à época das aparições e morreu logo, aos nove anos, em uma epidemia de gripe que atingiu Portugal.

Mesmo doente, conservou a alegria de viver mergulhada no amor de Cristo, como também testemunhou São Paulo: “Alegro-me nos sofrimentos que suporto por Vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja” (Colossenses 1,24)

Em seu pequenino coração, deixou-se invadir pela alegria de partilhar o que sentia do amor de Deus e Nossa Senhora pela humanidade, sem jamais perder seu jeitinho de criança.

De Lúcia, o testemunho



Lúcia já era maiorzinha, tinha dez anos quando Nossa Senhora apareceu. E foi a ela que Maria falou, pedindo que levasse a mensagem adiante e que o mundo se consagrasse ao Seu Imaculado Coração.

Ela entendeu que a Misericórdia Divina poderia transformar aquele mundo imerso em guerras e divisão, desde que a humanidade se deixasse lavar pelo Sangue e Água e tomasse de volta o caminho da Salvação dada por Cristo na cruz.

Por isso, após perder a companhia de seus primos, que morreram ainda na infância, Lúcia escolheu o caminho da clausura, mas jamais se calou. Continuou a serviço do Evangelho até o fim, como havia lhe pedido a Senhora de Fátima. “Também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”. (Isaías 49,6b)

JMJ é confiada à Nossa Senhora de Fátima

Por isso que, como sempre nos lembra o Papa Francisco, três palavras devem ser nosso guia para uma vida inspirada em Maria e que faça valer a Verdade do Evangelho em todos os momentos: contemplação, pureza e testemunho.

Que São João Paulo II, patrono da Juventude e que foi salvo por Nossa Senhora de Fátima em um atentado, nos proteja e continue intercedendo por nós!

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