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Valorização do Dexismo foi ato pioneiro na Rádio Aparecida

Programa "Encontro DX" marcou época na Rádio Aparecida e ajudou a consolidar o dexismo no Brasil. Conheça essa trajetória histórica.

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Escrito por Beatriz Nery

11 MAI 2026 - 08H15 (Atualizada em 18 MAI 2026 - 16H43)

Arquivo Pessoal

O início do programa “Encontro DX” na grade da Rádio Aparecida marcou um capítulo importante na história do dexismo no Brasil. A proposta era dar voz aos radioescutas e aos apaixonados por captar emissoras distantes.

Para entender o dexismo, é preciso voltar às origens do rádio. Na década de 1920, os aparelhos não tinham alto-falantes. A escuta era feita com fones de ouvido. As transmissões duravam poucas horas por dia e sintonizar uma estação exigia paciência e técnica.

Nesse contexto, surgiu a sigla DX. A letra “D” refere-se à distância e o “X” representa o desconhecido. O termo passou a identificar a busca por emissoras longínquas, cuja origem do sinal nem sempre era conhecida. Entre radioamadores, DX também indica comunicação de longa distância.

O dexista é o ouvinte que busca sinais raros. Ele procura estações de difícil sintonia e valoriza a confirmação da escuta. Esse reconhecimento chega por meio do cartão QSL, considerado um troféu no meio. Já o radioescuta amplia a experiência ao acompanhar emissoras nacionais e internacionais, inclusive em ondas curtas e diferentes idiomas.

A Rádio Aparecida proporcionava um cartão QSL para o radioamador que a sintonizava de qualquer lugar do globo.

Arquivo/Rádio Aparecida Arquivo/Rádio Aparecida

Entenda melhor sobre o programa com esse áudio da década de 1980:


Foi nesse universo que o programa “Encontro DX” nasceu na programação da Rádio Aparecida, em 1986. A iniciativa partiu do dexista Raimundo Bezerra, após contato com o Pe. Ronoaldo Pelaquin, C.Ss.R., então diretor da emissora. Na semana seguinte, o programa já estava no ar.

Na década de 1990, a apresentação passou para Cassiano Macedo, que conduziu a atração por mais de 30 anos. Ao longo desse período, o programa entrevistou nomes ligados ao rádio internacional, como Irene Faith, da Rádio Havana Cuba, Serguey Beldensky, da Voz da Rússia, representantes da Rádio Nederland e da Rádio Internacional da China.

Do Brasil, passaram pelos microfones comunicadores como Antônio Aguilar e Barros de Alencar, vozes conhecidas da era de ouro das ondas curtas.

Em edição especial exibida em 26 de fevereiro de 2022, a Rádio Aparecida transmitiu o último programa, após 35 anos de trajetória. A despedida contou com mensagens de ouvintes e parceiros. A transmissão ocorreu em FM 104,3 e também pelo canal da emissora no YouTube:

Segundo a direção da rádio, o “Encontro DX” foi pioneiro e consolidou-se como referência em língua portuguesa no universo do dexismo. O programa integrou tradição e memória radiofônica, reforçando o papel do rádio como meio resiliente e presente na história da comunicação brasileira.

Fonte: A12

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