Por Marília Ribeiro Em Brasil

10 atitudes que devem ser assumidas para uma consciência política

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::Reportagens especiais no TJ Aparecida: Eleições 2016::

1 - Tanto os candidatos como as comunidades devem ter a consciência de que para os cristãos leigos, a vida política é um espaço da prática da caridade, chamada aqui de “bem comum”, e não um concurso ou um meio de conquistar status ou vantagens;

2 - Quando os candidatos surgem em nossas comunidades é necessário que tenham conhecimento que a totalidade da comunidade dos irmãos é maior que o partido, é o espaço onde todos se encontram no amor. Quando todos se encontram em Cristo não há divisão no corpo da Igreja, que é mãe de todos, e deve acolher as diferenças em verdadeira unidade;

3 - A comunidade deve acompanhar os eleitos no exercício de seu mandato. E ao candidato cabe deixar-se acompanhar em todo o tempo, e não só na proximidade das eleições. Acompanhar não é cobrar vantagens nem favores. É saber se o critério do “bem comum” continua orientando o eleito e dando frutos no decorrer do mandato. Isso será o documento mais importante para que a comunidade continue apoiando o irmão vocacionado para a política;

4 - Já está consolidada a consciência de que o voto não se compra, não se vende, não se troca por favores de nenhuma espécie. É lei. A comunidade deve ser intransigente com essa prática, inclusive denunciando eventuais casos de compra de votos, quando há provas;

5 - Devemos escolher um candidato pela sua vocação, preparo, caráter, compromisso com o povo e propostas: Há coisas básicas: saúde, educação, emprego, segurança, moradia, progresso. Se temos pessoas cristãs com esse perfil, demos a elas a prioridade em nosso voto. Mas seria irresponsabilidade votar numa pessoa apenas por ser cristã se ela não tem essas caraterísticas;

6 - Uma boa maneira de conhecer os candidatos e suas propostas é acompanhar os debates entre os candidatos. Em muitos casos cabe propor a eles também, a assinatura de cartas-compromisso em relação a alguma causa relevante para a comunidade;

7 - É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral e ética e, se já exerce algum cargo político, conhecer sua atuação na apresentação e votação de matérias e leis a favor do “bem comum”. A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja;

8 - Não vote pela aparência ou personalidade do candidato ou por sua astúcia perante os meios de comunicação. Alguns desses candidatos atraentes, agradáveis e que dizem o que convém apoiam males intrínsecos quando deveriam se opor a eles, enquanto que outros candidatos, que parecem simples ou incomodados pelas câmaras, defendem leis que estão de acordo com os princípios cristãos.

9 - O verdadeiro compromisso político inclui a preservação da vida, em todas as suas formas e etapas, desde a concepção no seio materno até a proteção e o apoio na velhice: o aborto, por exemplo, deve ser claramente condenado. Um candidato que se opõe ao Evangelho não merece o voto.

10 - Para escolher e votar bem é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e sua proposta de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, no poder executivo, espera-se conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos legisladores, os vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo.

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